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Pátria movimenta R$ 3,3 bi em IPO na Nasdaq e ações disparam 17%

PUBLICADO EM: 22.1.21 | 20H53
ATUALIZAÇÃO: 22.1.21 | 20H56
Tradicional empresa de private equity e investimentos abre a temporada de IPOs de grupos brasileiros com oferta em Nova York
Nasdaq

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O Blackstone levantou 272 milhões de dólares na oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Pátria Investimentos, uma das maiores firmas de gestão de recursos de terceiros da América Latina, realizada na quinta-feira, 21, na Nasdaq.

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O total movimentado foi de cerca de 600 milhões de dólares, ou 3,3 bilhões de reais. As ações subiram 17% no primeiro dia, nesta sexta-feira, 22.

A empresa sediada em Nova York tinha uma participação de 30% no Pátria antes da oferta e acabou ficando com 14,4%, segundo a gestora. O Blackstone tem que reter todas as ações restantes por um período de seis meses e então pode começar a vender 4,8% a cada seis meses.

“Fizemos dessa forma para permitir uma saída organizada para o Blackstone, pois imagino que vão sair ao longo do tempo, já que não costumam ficar com posições minoritárias em empresas”, disse Olimpio Matarazzo Neto, sócio-fundador do Pátria, acrescentando que as duas companhias continuarão fazendo negócios juntas.

O Blackstone, que após o IPO detém 2,2% dos direitos de voto no Pátria, não quis comentar.

O Pátria levantou 326 milhões de dólares (cerca de 1,8 bilhão de reais) no IPO. Os recursos serão usados ​​para injetar capital em fundos existentes e novos e para se expandir na América Latina, incluindo consolidações, disse Alexandre Teixeira de Assumpcão Saigh, presidente e sócio fundador do Pátria.

A empresa, com cerca de 15 bilhões de dólares sob gestão e dez escritórios em todo o mundo, está planejando abrir uma unidade no México, disse Saigh, e fortalecer sua presença em países como Colômbia e Chile.

O dinheiro em caixa e as ações também serão usados para atrair talentos em um setor de gestão de fundos altamente competitivo como o do Brasil, disse Saigh.

“Também podemos nos alavancar usando ações altamente líquidas da Nasdaq como garantia”, disse ele.

A empresa vendeu 34.600.000 ações na Nasdaq a 17 dólares cada uma na quinta-feira, acima da faixa de preço sugerida, de 14 a 16 dólares. O Pátria teve que aumentar a oferta de ações para além dos 30.647.500 diante de uma demanda 14 vezes acima da oferta. Os preços da ação subiram até 29% no primeiro dia de negociação.

O Patria Holdings Ltd., com 23 sócios e controlada por Saigh e Matarazzo Neto, não vendeu ações na oferta e teve sua participação no Pátria Investimentos diluída. A fatia da holding no capital total passou a ser de 61%, com 90% dos direitos de voto. Com uma exceção, esses sócios não podem vender ações por um período de cinco anos.

O Pátria passou por uma reestruturação antes da oferta, e o Blackstone, que adquiriu uma participação de 40% em 2010, reduziu sua participação para 30%.

JPMorgan Chase, BofA Securities e Credit Suisse são coordenadores globais. Goldman Sachs, Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander e XP Investimentos também participaram.

O Pátria administra fundos que investem em empresas como a companhia de logística Hidrovias do Brasil e a empresa de saúde Qualicorp. A empresa, que se concentra nos segmentos de private equity, infraestrutura, investimentos imobiliários e fundos de crédito, disse que listaria ações ordinárias Classe A na Nasdaq sob o símbolo “PAX”.

“Cerca de 85% dos nossos investidores são estrangeiros. O sucesso do nosso IPO mostra que há interesse na América Latina”, disse Matarazzo Neto.

(Com a Redação)

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