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Pressionado por inflação e Vale, Ibovespa cai e não acompanha altas de NY

PUBLICADO EM: 23.7.21 | 10H30
ATUALIZAÇÃO: 23.7.21 | 16H50
Queda do minério de ferro derruba ações da mineradora; Hypera sobe antes de resultado do segundo trimestre

Resumo do investidor

Às 16h45: - Ibovespa cai 0,9%, aos 125.009 pontos; - Dólar comercial recua 0,02% e é negociado a 5,212 reais - EUA: Dow Jones sobe 0,74%, S&P 500 tem alta de 1,06% e Nasdaq avança 1,07%

Painél de cotações da B3 | Foto: NurPhoto via Getty Images (NurPhoto via Getty Images)

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Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

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O Ibovespa recua nesta sexta-feira, 23, sem conseguir acompanhar o movimento das bolsas internacionais, que registram altas sólidas, com dados macroeconômicos acima das expectativas e com a agenda de resultados no radar. Às 16h45, o principal índice da B3 cai 0,9%, aos 125.009 pontos.

Entre os principais componentes do Ibovespa, são as ações da Vale (VALE3) que seguram o índice brasileiro. Nesta sexta-feira, as ações da companhia caem cerca de 0,61%, após o minério de ferro recuar mais de 2% na China, com o governo local pressionando as siderúrgicas para reduzirem a produção de aço. O metal encerrou a semana com queda de cerca de 10% em sua pior performance semanal desde fevereiro de 2020, segundo a Reuters.

O mercado também reage à inflação no Brasil, que se mostrou mais acelerada do que o previsto. Divulgado esta manhã, o IPCA da primeira quinzena de julho apontou para uma alta mensal de 0,72% ante a expectativa de 0,64% de alta. No acumulado de 12 meses, a inflação ao consumidor passou de 8,13% para 8,59%.

A inflação acima da esperada impulsionou o juro futuro com vencimento em janeiro de 2022, que sobe 3,4% na bolsa, com investidores já precificando uma taxa Selic de 6% ao ano, 1,75 ponto percentual acima da praticada atualmente.

Por tornar o financiamento mais caro, a alta da taxa de juros tende a esfriar a economia, com empresas mais ligadas ao ciclo econômico, como varejistas, entre as mais prejudicadas. Magazine Luiza (MGLU3) está entre as maiores quedas do dia, recuando 3,18%.

Na bolsa brasileira, investidores também aguardam a divulgação de resultados corporativos, que começam a ganhar força a partir da semana que vem. Nesta sexta, a Hypera (HYPE3) será a terceira empresa a apresentar seu balanço do segundo trimestre. Na expectativa pelos resultados, investidores aumentam posições nas ações da companhia, que figura entre as maiores altas do Ibovespa, subindo de 2,63%.

No câmbio, investidores se dividem entre temores com inflação e apetite de investidores internacionais por ativos de risco. O dólar comercial recua 0,03% frente ao real e é negociado a 5,212 reais. Nesta manhã, o desempenho do real é o melhor entre moedas emergentes, mesmo com a alta do peso mexicano e do rublo russo frente ao dólar.

O tom pessimista faz o Ibovespa descolar do movimento positivo do exterior. No mercado americano, o S&P 500 avança 1,06% e atinge um novo recorde, enquanto o índice de tecnologia Nasdaq sobe 1,07%. Na Europa, o Stoxx 600 fechou em alta de 1,14%, após índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês) terem surpreendido positivamente. Na Zona do Euro, os PMIs de serviços, composto e industrial ficaram em mais de 60 pontos, bem além da linha dos 50 pontos, que divide a expansão da contração econômica. Na Alemanha, o PMI industrial ficou em 65,6 pontos.

 

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