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Quatro dicas para investir em 2021, segundo relatório do BTG

PUBLICADO EM: 22.1.21 | 17H42
ATUALIZAÇÃO: 22.1.21 | 20H20
É preciso diversificar a carteira para prosperar ao longo do ano. Conheça algumas possibilidades destacadas pelos analistas do BTG Pactual digital

Foto de Vanessa Daraya da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Vanessa Daraya

Repórter da EXAME especializada em finanças e negócios. Jornalista formada pelo Mackenzie, com passagens pela Editora Abril e Grupo Globo.



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O cenário econômico para 2021 é incerto. Ainda é difícil prever os impactos da pandemia ao longo do ano, mas é praticamente um consenso que a taxa básica de juro da economia, a Selic, deve aumentar até dezembro. Apesar dessa previsão, o Brasil vai continuar distante da era de ouro da renda fixa. Por isso, o investidor deve saber exatamente onde investir em 2021 para aumentar seus rendimentos.

É preciso montar uma carteira balanceada e diversificada, com parte dos recursos alocados na renda variável. Mas, antes de começar a investir em açõesações, é preciso seguir algumas estratégias para fazer uma transição gradual, sempre seguindo as opiniões de especialistas. Pensando nisso, listamos a seguir algumas dicas que estão no relatório 10 investimentos para você fazer agora, do BTG Pactual digital.

Precisa de ajuda para montar sua carteira em 2021? Abra sua conta e conte com a assessoria dos analistas do BTG Pactual digital.

Monte sua reserva de emergência

Começamos com a lição mais importante: a reserva de emergência. Esse montante precisa estar disponível a qualquer momento para situações inesperadas, como um acidente de carro, perda de um emprego ou problema de saúde. É uma garantia de segurança e tranquilidade para quitar débitos sem afetar o padrão de vida ou causar endividamentos.

O tamanho da reserva depende do perfil de pessoa e pode variar de três a 12 meses de seus custos fixos mensais. Alguém com uma carreira mais estável, como um funcionário público, pode acumular de três a seis meses. Se a vida profissional já é mais arriscada, o que acontece com autônomos, é bom garantir uma reserva de até 12 meses.

A reserva deve ficar aplicada em ativos que rendem no mínimo 100% do CDI ou da taxa Selic, com baixa volatilidade e liquidez diária. Entre as opções, é possível encontrar o Tesouro Selic, por exemplo. O BTG oferece também dois CDBs com taxas de remuneração de 103% e 104% e aplicação inicial mínima de 100 reais.

Diversifique sua carteira de renda fixa

Com a reserva de emergência preenchida, é preciso estruturar a carteira de investimentos. Antes de comprar ações, vale diversificar dentro da renda fixa. O BTG aponta que o cenário macroeconômico é oportuno para aplicações em títulos atrelados ao IPCA, indicador oficial da inflação, com prazo superior a cinco anos. O título Tesouro IPCA+, por exemplo, protege contra o aumento de preços ao pagar a variação da inflação mais uma taxa prefixada.

Também é possível apostar em papéis privados. Títulos atrelados à inflação são uma opção para quem busca retornos maiores na renda fixa. Há, por exemplo, Debêntures Incentivadas (isentas de imposto de renda), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs). A remuneração costuma acompanhar a de um título público com características similares e inclui um prêmio de crédito.

Aposte em fundos imobiliários

Já com a reserva de emergência montada, recursos alocados em renda fixa e crédito privado, é hora de sofisticar as aplicações. O relatório do BTG aponta que os fundos imobiliários (FIIs) são a porta de entrada mais adequada para a renda variável. Negociados na bolsa, eles funcionam como ações. Mas, em vez de empresas, o aporte é em imóveis.

A modalidade é uma das que mais têm despertado o interesse dos brasileiros nos últimos dois anos. Isso porque o investimento em um fundo pode ser mais acessível do que a aquisição de um imóvel. Qualquer pessoa pode ter participação em grandes empreendimentos de alta qualidade e com gestão profissional, algo atraente para quem prefere dispor de ativos físicos como imóveis no seu patrimônio.

Outro atrativo aos investidores mais conservadores é a distribuição mensal de dividendos provenientes dos aluguéis, isentos de imposto de renda. Somente a venda de cotas com lucro é taxada em 20%, com incidência de taxas de administração e corretagem.

Tenha uma carteira com as ações certas

O quarto passo do processo de montagem de uma carteira envolve a renda variável, importante para quem está disposto a assumir riscos em busca de mais ganhos. É possível investir na bolsa com valores baixos, diferentemente do que muitos pensam: o lote-padrão costuma incluir 100 ações, mas é possível comprar apenas uma, por exemplo, no mercado fracionário.

Para quem planeja começar aos poucos, é preciso considerar os custos desse investimento, que envolve taxa de corretagem (valor fixo cobrado a cada transação de compra e venda), de custódia (mensal, mas que pode ser zero em algumas corretoras) e os emolumentos (cobrados pela B3).

Para montar uma carteira de ações, é importante seguir as recomendações de especialistas para diluir possíveis impactos negativos de alguma ação que possa ter um desempenho abaixo do esperado — isso é possível com diversificação. ps://exame.com/invest/b3-dobra-numero-de-contas-veja-onde-investir-em-2021/" target="_blank" rel="noopener">Entre as cinco recomendações do BTG, por exemplo, estão ações como Magazine Luiza (MLGU3) e Petrobras (PETR4).

Quer conhecer as outras empresas indicadas pelo BTG? Baixe o relatório, descubra e ainda tenha acesso a outras dicas para seus investimentos em 2021.

Foto de Vanessa Daraya da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Vanessa Daraya

Repórter da EXAME especializada em finanças e negócios. Jornalista formada pelo Mackenzie, com passagens pela Editora Abril e Grupo Globo.


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