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Quem merece o Oscar no mercado brasileiro, segundo o voto do investidor

PUBLICADO EM: 26.4.21 | 19H35
ATUALIZAÇÃO: 27.4.21 | 18H31
Voto popular aponta os vencedores em cinco categorias: fundos de investimento, large caps, BDRs, ESG e novata tech. E analistas da EXAME Invest Pro comentam
Estatueta do Oscar

A cerimônia do Oscar premia os melhores do ano no cinema: conheça os melhores do mundo dos investimentos (AFP via Getty Images)

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Da Redação

Repórter da Exame



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A premiação mais famosa do cinema aconteceu neste domingo em Los Angeles, mas a escolha dos melhores do ano (ou de uma janela mais ampla) pode se aplicar também para o mercado de capitais brasileiro. A EXAME Invest pediu aos seus seguidores em redes sociais para que votassem nos ativos que, em sua avaliação, merecem levar o Oscar. Concluída a apuração dos votos, os analistas da EXAME Invest Pro comentaram as escolhas dos investidores.

Veja abaixo os vencedores em cada categoria no voto popular. E comente se você, investidor, concorda ou não com a escolha e quem merece a estatueta na sua avaliação:

Fundos de investimento: Constellation FIC FIA (comentário de Juliana Machado)

Para quem gosta de consistência, tradição e uma mistura de capacidade de enxergar o futuro, não tem nome mais relevante. Capitaneada por Florian Bartunek, a Constellation é a casa que já entregou um retorno de 727,8% no seu fundo de ações desde maio de 2007 (cota 1) até hoje, ante 137,4% do Ibovespa e 248,5% do CDI no mesmo intervalo, segundo dados da consultoria Quantum Axis. Retorno passado jamais é indicativo de retorno futuro, mas isso nos mostra o trabalho de elite da gestora na seleção das melhores e mais lucrativas ações.

O meu perfil no Instagram também já falou um pouco da história da casa, cuja estratégia surgiu em 1999 na figura da Utor Asset Management, criada para cuidar dos recursos de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, então donos do banco Garantia.

Em 2002, Lemann e Bartunek decidiram erguer a Constellation para levar a bem-sucedida estratégia para outros investidores. De lá para cá, a gestora também criou um fundo dedicado exclusivamente ao tema ASG, o Constellation Compounders ESG FIC FIA, e um fundo focado em investir em empresas inovadoras, o Constellation Inovação FIA BDR Nível I.

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Large Caps: Vale (comentário de Bruno Lima)

A demanda chinesa por aço segue surpreendendo positivamente. Esse movimento tem impulsionado toda cadeia de insumos, principalmente o minério de ferro. Desde o início do ano, a commodity apresenta alta de mais de 17%, o que tem ajudado a impulsionar o preço da Vale (VALE3).

Além do próprio movimento da commodity, a sinalização da Vale de maiores dividendos no futuro e o novo programa de recompra de ações demonstram que a companhia segue bastante confortável com sua perspectiva de geração de caixa.

No curto prazo, mantemos nossa visão positiva em relação à tese de investimento na Vale. Mesmo após forte alta desde o ano passado, a ação segue bastante descontada vis-à-vis seu múltiplo histórico e vis-à-vis as mineradoras australianas (BHP e Rio Tinto).

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BDRs: Mercado Livre (comentário de Bernardo Carneiro, CFA)

Uma companhia que cresce exponencialmente, num setor inovador e que conquista cada vez mais usuários: plataformas de e-commerce. O BDR do Mercado Livre, MELI34, subiu 278% em 2020, a terceira maior alta dentre os 712 BDRs negociados na B3 no ano passado.

No entanto, vamos olhar para a frente, para o futuro. Vale a pena comprar o BDR dele agora? Até hoje o Mercado Livre tem dificuldades de rentabilizar o capital do acionista, como vemos no ROE projetado para o ano de 2021, de apenas 3,8%.

A companhia está dando prejuízo há três anos. A última vez que o mercado financeiro viu ações negociarem a múltiplos de preço-lucro acima de 100 vezes foi perto do estouro da bolha pontocom, no ano 2000. O Mercado Livre tem P/L de 1.745, comparado com P/L de 80 a 120 das ações mais caras do planeta.

Quando olhamos os lucros projetados para 2022, o Mercado Livre continua extremamente caro vs. seus fundamentos, com P/L 2022E de 358! O BDR já cai 2% neste ano e esperamos que caia bastante no médio prazo.

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ESG – Natura (comentário de Renata Faber)

A Natura (NTCO3) sempre buscou a sustentabilidade em todas as suas ações, mesmo antes de usarmos o termo ESG. O respeito com o meio ambiente, à comunidade e a seus stakeholders sempre permeou todas as decisões da empresa. E, para nós brasileiros, esse vira um caso perfeito de como boas práticas ESG podem transformar as organizações — com clientes, funcionários e fornecedores fiéis, alta inovação, além de crescimento e retornos sustentáveis.

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Novata Tech: Locaweb (comentário de Vitor de Melo)

A Locaweb (LWSA3) é uma empresa brasileira, genuinamente de tecnologia, que foi fundada antes da bolha das empresas pontocom nos anos 2000, e que já foi testada em vários momentos do mercado de tecnologia. Desde o seu IPO, no início de 2020, a Locaweb demonstrou forte crescimento via M&As, com mais de dez aquisições, e reforçou a estratégia da companhia em se tornar totalmente integrada e one-stop-shop para o e-commerce nacional.

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E o analista Danilo Barbosa, head de Fundos Imobiliários da EXAME Invest Pro, apontou os vencedores em duas categorias dessa classe de ativos:

FII de Tijolo: CSHG Renda Urbana FII (escolha de Danilo Barbosa)

Fundo imobiliário focado em renda urbana com cerca de 355.000 m² de área locável, gerido pela Credit Suisse, possui mais de 2 bilhões de reais de patrimônio líquido. Sua carteira imobiliária conta com redes de varejo tais como: BIG, Sam´s Club e Lojas Pernambucanas. Possui também imóveis com foco em educação, das faculdades São Judas, Estácio, Ibmec, Anhembi Morumbi e Mogi das Cruzes.

Fez uma grande aquisição de um portfólio de 66 imóveis da rede Pernambucanas e possui participação relevante no fundo que detém lojas da Assaí. Os imóveis estão 70% concentrados em São Paulo, porém estão presentes em cinco outros estados do Brasil.

O fundo manteve resiliência em um ano difícil: seus ativos contam com a maior parte de serviços denominados “essenciais” e, portanto, não sofreram em 2020 com restrições de funcionamento e mantiveram constante a distribuição de rendimentos. O fundo é o vencedor do Oscar na categoria FIIs de Tijolo da Invest Pro pela qualidade da gestão e pela resiliência do portfólio.

FII de Papel: Valora CRI Índice de Preço (escolha de Danilo Barbosa)

O fundo de recebíveis imobiliários da categoria “High Yield", gerido pelo Valora Investimentos, teve seu IPO no início de 2020 e se destacou muito no ano. Na carteira, 65% estão em certificados de recebíveis do segmento residencial, 20% em shoppings e 15% em BTS (Built to Suit).

Apesar de ser um fundo “High Yield”, todos os recebíveis possuem LTV (loan-to-value, saldo devedor do CRI em relação ao valor do imóvel em garantia) menor que 75%. O fundo é o vencedor do Oscar na categoria FII de papel pelo potencial da gestão em gerar valor ao cotista em termos de dividendos em relação ao seu risco moderado.

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