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Recomendações do BTG para Fundos Imobiliários em março

PUBLICADO EM: 5.3.21 | 17H19
Por causa do provável início de ciclo de alta na taxa Selic, estrategistas do BTG apontam em relatório qual a melhor estratégia para o momento

Avenida Faria Lima: momento é oportuno para diversificar a carteira, incluindo ativos de tijolo de alta qualidade e bem localizados

Vanessa Daraya

Repórter da Exame



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O BTG Pactual digital atualizou sua carteira de fundos imobiliários para março com alteração nas recomendações. O portfólio continua o mesmo, mas houve uma mudança na distribuição do peso de dois fundos. Primeiro, uma redução de posição no BC Fund (BRCR11) de 10% para 5%. Já o RBR Rendimento High Grade (RBRR11) teve um aumento de 7,5% para 12,5%.

Os estrategistas do BTG seguem otimistas com o mercado imobiliário, apesar do cenário desafiador de curto prazo. A Selic deve sofrer um aumento no mês de março por causa da piora do ambiente global e da pressão inflacionária gerada, principalmente, pelo aumento no custo dos alimentos.

A expectativa é que os juros alcancem o patamar de 4% até o final do ano, mas o relatório destaca que os impactos devem ser marginais na precificação dos ativos, já que a taxa de juro real de longo prazo permanece estável e em patamar baixo. O cupom da NTN-B 2035 é negociado a 3,8% ao ano.

No curto prazo, a crise afetou a distribuição de proventos. Mas o momento é bom para a compra de fundos de qualidade por um preço abaixo do valor patrimonial. Nos próximos anos, o setor tende a apresentar bom desempenho, com valorização dos ativos. Por isso, recomendam diversificar a carteira, incluindo ativos de tijolo de alta qualidade e bem localizados, para amenizar o momento e aproveitar a recuperação no longo prazo.

A carteira para o mês de março é composta por 12 ativos. Eles estão divididos entre recebíveis (32,5%), galpões logísticos (27,5%), híbrido (25,0%) e lajes corporativas (15,0%). O dividend yield anualizado é de 6,8% e de 6,5% para os próximos 12 meses. Quanto à liquidez, o volume médio diário de negociação é de aproximadamente 4,3 milhões de reais.

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Alterações na carteira

O balanço na carteira para março foi feito para aumentar a exposição ao segmento de recebíveis, com representatividade em fundos high grade atrelados ao CDI por causa do provável início de ciclo de alta na taxa Selic.

O RBRR11 é um fundo de recebíveis que investe em títulos e valores imobiliários por diferentes veículos, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e cotas de outros fundos imobiliários.

A carteira tem exposição de 52% a papéis atrelados ao CDI (taxa média de DI + 2,4%), o que sugere um aumento potencial do dividend yield líquido anualizado atual de 7,5%. Além disso, o fundo negocia com desconto de 4% sobre o valor patrimonial, apresentando um bom risco-retorno. Por isso, a carteira do BTG aumentou o peso dessa posição de 7,5% para 12,5%.

Já o BRCR11 é um fundo de lajes corporativas, com investimento em edifícios de alto padrão denominados AAA e localizados nas principais regiões de negócios do país, principalmente em São Paulo. Mas, por conta do curto prazo desafiador para o segmento, com potencial aumento de vacância, os estrategistas recomendam uma mudança tática com redução de 5% nessa posição.

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Vanessa Daraya

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