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Rede de restaurantes Madero pede registro para IPO

PUBLICADO EM: 3.8.21 | 18H53
ATUALIZAÇÃO: 4.8.21 | 7H47
Com sede no Paraná e 238 unidades pelo país, a empresa foi fundada em 2005 pelo empresário Junior Durski e conta ainda com a marca Jeronimo
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Da Redação

Repórter da Exame



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O Grupo Madero, dono da cadeia de restaurantes Madero e da rede de lanchonetes Jeronimo, pediu nesta terça-feira, 3 de agosto, registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para uma oferta inicial de ações (IPO). Será uma oferta primária e secundária de valores ainda não revelados.

Segundo o prospecto na CVM, os objetivos com a oferta são buscar recursos para pagar dívidas e expandir os negócios, de forma orgânica com investimentos mas também por meio de aquisições estratégicas.

Com sede no Paraná e 238 unidades pelo país, o Madero foi fundado em 2005 pelo empresário Luiz Durski Junior. Junior Durski, como é conhecido, é o principal acionista do grupo, com 64,80% do capital. Outro acionista relevante é a empresa americana de private equity Carlyle, com 27,61% do capital.

No ano passado, refletindo os efeitos das restrições devido à pandemia, a receita líquida da Madero caiu 12% na comparação com 2019, para 747 milhões de reais. No primeiro semestre, no entanto, as receitas atingiram 452 milhões de reais, o que projeta para o ano um resultado que pode superar os 848 milhões de reais de 2019.

A companhia teve um prejuízo de 249 milhões de reais em 2020 e outra perda de 90 milhões de reais no primeiro semestre deste ano.

No prospecto preliminar da oferta, a empresa destaca que as vendas de suas lojas já atingiram níveis similares aos de antes da pandemia e que usará metade dos recursos das ações novas para seu plano de expansão.

A outra metade dos novos recursos será utilizada para pagar dívidas. Desde o fim de 2020 até o fim de junho passado, a dívida líquida da Madero subiu de 652,3 milhões para 913,6 milhões de reais.

O pedido de IPO do Madero representa a volta do grupo aos holofotes depois de um período em que ficou afastado da mídia. Em março de 2020, Junior Durski foi a público defender que atividades econômicas não sofressem restrição por causa da pandemia, que tinha cerca de um mês no país. Segundo ele na ocasião, as consequências do isolamento social seriam piores do que as mortes causadas pela covid-19. .

A oferta, que será coordenada por BTG Pactual (coordenador líder), Bank of America (agente estabilizador), Bradesco BBI, Itaú BBA, UBS-BB e J.P. Morgan, também servirá para que atuais sócios da companhia vendam uma fração de suas participações, incluindo o Carlyle, cujo fundo Madrid investiu 70 milhões de reais na companhia em 2019.

(Com a Reuters)

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