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Reformas vão produzir sociedade melhor para próximas gerações, diz Esteves

PUBLICADO EM: 14.9.21 | 9H50
ATUALIZAÇÃO: 14.9.21 | 12H14
Sócio sênior do BTG Pactual fez o discurso de abertura do MacroDay, evento que reúne alguns dos principais nomes da política e da economia para discutir os rumos do país

André Esteves, sócio sênior do BTG Pactual, faz o discurso de abertura do evento Macro Day 2021 | Foto: BTG Pactual/Divulgação

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O Brasil vive um momento de transformação em sua sociedade, com uma onda empreendedora principalmente entre os mais jovens e um "tecido privado nacional pujante". Essa combinação permitirá a produção de uma sociedade mais interessante para as próximas gerações, especialmente se o país "acertar na política e continuar com sua agenda de reformas", afirmou André Esteves, sócio sênior do BTG Pactual (BPAC11), no painel de abertura do MacroDay 2021, evento promovido pelo banco.

"Vivemos um contexto tanto global como local muito específico. No âmbito internacional, temos um momento de expansão fiscal e monetária recorde. Os bancos centrais nunca foram tão agressivos em suas políticas monetárias, ao mesmo tempo em que há uma pressão inflacionária global", afirmou o sócio sênior do BTG Pactual.

"No campo local, também vivemos um momento muito específico: nos últimos dias, semanas, meses, diria até nos últimos quatros anos, vivemos momentos de muita volatilidade política e ansiedade política. Mas, ao mesmo tempo, estes últimos quatro anos têm sido um período de enorme transformação positiva na nossa sociedade", disse.

Ele elencou as reformas trabalhista e da Previdência, a aprovação da independência do Banco Central e uma série de reformas microeconômicas, como a Lei do Saneamento, a Lei do Gás e a nova Lei de Falências.

"São medidas que ajudam o Brasil a ter uma infraestrutura muito mais propensa e amigável aos negócios e aos investimentos."

Esteves ponderou que, apesar dos avanços, "curiosamente o negativo headline (manchete) de todo dia dos jornais, às vezes com certo exagero, às vezes fazendo o papel de alerta que a mídia deve fazer em qualquer sociedade aberta, talvez esconda um pouco uma outra transformação, que é a pujança do tecido privado nacional".

"Nunca tivemos tantas empresas acessando o mercado de capitais, querendo abrir o capital na bolsa de valores, tantas empresas se financiando no longo prazo no mercado local, o que faz o Brasil ter um mercado de capitais tão vibrante mesmo com toda a instabilidade política", afirmou.

O sócio sênior do BTG Pactual (do mesmo grupo que controla a EXAME) destacou ainda outro fenômeno dos tempos atuais. "Nunca vimos tantos jovens saindo das faculdades e querendo abrir a sua empresa ou trabalhar em empresas que permitam a ele se tornar um dos donos ao longo do tempo", afirmou.

"Essa onda empreendedora, principalmente na nossa juventude, é o que nos faz continuar otimistas com o Brasil, principalmente se nós acertarmos um pouco na política e seguirmos com a nossa agenda de reformas. Certamente vamos produzir uma sociedade muito mais interessante para as próximas gerações", disse Esteves no seu discurso de abertura.

Na sequência, Esteves chamou o painel "Cenário Macroeconômico e Política Monetária no Brasil", com a presença do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e moderação do CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti.

"Campos Neto tem sido uma peça fundamental não só pela condução do Banco Central mas por ser também uma palavra de racionalidade e ponderação em qualquer discussão em Brasília, seja em temas econômicos ou mesmo de outras áreas, dado que é alguém muito qualificado", disse o sócio sênior do BTG Pactual.

Ele destacou que Campos Neto entrou já para a história como o primeiro presidente do Banco Central independente.

"É uma conquista que deve orgulhar a todos nós, com enorme esforço e a participação de muitas pessoas ao longo de muitos anos, na direção de trazer racionalidade para o debate, na direção de esclarecer nossos congressistas e nossos ministros do Supremo (Tribunal Federal)."

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