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Ricos dos EUA elevam suas fortunas em ritmo recorde na pandemia

PUBLICADO EM: 18.1.21 | 16H27
Cenário positivo para os mais abastados acontece enquanto mais de 10 milhões de americanos continuam desempregados
Dólar; Câmbio; Dólares

Medidas de emergência sem precedentes do banco central americano também engordaram as carteiras dos mais ricos (Getty Images/iStockphoto)

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada

Repórter especializada na cobertura de mercados. Formada pela ECA-USP, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM.



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(Bloomberg) Segundo alguns indicadores, os americanos ficaram mais ricos durante a pandemia do novo coronavírus do que em qualquer outra época.

É algo difícil de entender, com o colapso econômico e o aumento do número de desempregados, desabrigados e famintos. Mas há uma classe de pessoas -- pelo menos os 20% mais ricos ou mais -- que tiveram que se preocupar pouco com esses assuntos.

Para elas, não foi apenas relativamente fácil executar suas funções de casa. Além disso, as medidas de emergência sem precedentes do banco central americano, Federal Reserve (Fed), -- como a redução dos juros para zero -- também engordaram suas carteiras. Os mais ricos refinanciaram hipotecas com juros em mínimas históricas, compraram uma segunda casa para fugir das cidades e viram o valor das ações e títulos em suas contas de investimento disparar.

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O enorme acúmulo de riqueza, em grande parte, obscurece o impacto sentido por todos aqueles que não têm o mesmo acesso fácil ao crédito ou aos mercados financeiros. Enquanto o patrimônio líquido das famílias subiu para um novo recorde, estimativas indicam que centenas de milhares de empresas fecharam definitivamente, mais de 10 milhões de americanos continuam desempregados e quase três vezes mais passam fome.

“Provavelmente, não houve melhor época para ser rico nos EUA do que a atual”, disse Peter Atwater, professor adjunto da William & Mary que popularizou o conceito de recuperação “em forma de K” para descrever a destacada desigualdade na retomada. “Muito do que os formuladores de políticas fizeram foi permitir que aqueles que eram mais ricos se recuperassem mais rapidamente da pandemia.”

Nos últimos 10 meses, as pessoas de renda mais alta tiveram, relativamente falando, resultados muito positivos. O nível de emprego no quartil superior de trabalhadores -- os que ganham mais de 60 mil dólares por ano -- já se recuperou acima dos níveis de um ano atrás, de acordo com dados do Opportunity Insights, um instituto de pesquisa apartidário da Universidade Harvard.

E à medida que os lockdowns dominavam o país, milhões de pessoas, especialmente aquelas no extremo superior da escala socioeconômica dos EUA, foram capazes de redirecionar o dinheiro que de outra forma teria sido gasto em coisas como entretenimento, jantares e viagens para economias ou, melhor ainda, investimentos.

Para muitos, valeu a pena. Graças aos esforços do Fed para sustentar a economia, os índices acionários dos EUA subiram para níveis recordes após o surto, enquanto os títulos registraram o maior ganho em mais de uma década.


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