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Tabela progressiva ou regressiva? Como escolher a tributação da previdência

PUBLICADO EM: 23.12.20 | 9H25
ATUALIZAÇÃO: 4.1.21 | 14H46
Setor tem avançado em sua recuperação; entenda o que é preciso levar em consideração ao começar os investimentos em uma previdência privada

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Apesar da crise econômica, a indústria da previdência privada teve em agosto uma captação líquida (diferença entre novos depósitos e resgates) 21% maior do que o verificado no mesmo mês de 2019. O dado da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) mostra a preocupação dos brasileiros em investir no futuro. E é comum que quem planeja começar os aportes agora fique na dúvida sobre qual tributação escolher, entre a progressiva e a regressiva.  

Antes de mais nada, é preciso entender que existem dois modelos de previdência privada: Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) e Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL). No PGBL, a alíquota do imposto de renda incide sobre todo o valor recebido pelo contribuinte. Há também a possibilidade de deduzir até 12% dos rendimentos tributáveis na declaração completa do IR. Já no VGBL, o imposto é cobrado apenas sobre os rendimentos, mas sem descontos na declaração anual. 

Essa cobrança de imposto pode acontecer por meio das duas tabelas de tributação. Na progressiva, a alíquota varia de acordo com o valor resgatado. Ou seja, quanto maior for o saque, mais alto será o imposto a pagar. É a mesma lógica usada em salários e outras rendas, com teto de 27,5%. Já na tabela regressiva, as alíquotas diminuem conforme o tempo da aplicação. O IR cobrado começa em 35% e diminui a cada dois anos, até chegar a 10% após dez anos de aplicações. 

O investidor pode escolher qual modelo de tributação mais se adequa ao seu perfil ao começar a previdência. Aqui, é preciso atenção: a tabela progressiva pode ser trocada pela regressiva posteriormente. Mas não é possível fazer alterações na tabela regressiva. 

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Afinal, qual tributação escolher? 

A resposta para essa pergunta depende dos seus planos para o futuro. A tabela regressiva pode ser uma ótima escolha para quem planeja usar o investimento no longo prazo. “Se você tem o objetivo de ficar bastante tempo com a previdência, essa tabela vai ser sua melhor amiga porque a alíquota de IR diminui ao longo dos anos”, afirma Gabriel Escabin, head de Previdência do BTG Pactual Digital. “É muito mais vantajoso orientar o imposto pelo tempo e pagar menos no final”. 

Já a tabela progressiva pode ser uma opção caso seu objetivo seja resgatar um benefício mensal de valor baixo, que fique dentro da faixa de isenção de imposto ou que sofra uma alíquota de até 15%. Também pode ser ideal se pretende juntar dinheiro em um curto período, de até seis anos. Caso o resgate aconteça em até quatro anos, por exemplo, a alíquota de 27,5% pode ser menor do que a regressiva, que seria de 30%. 

Mas nesse caso, Escabin faz uma ressalva: “Se você planeja investir em previdência para se aposentar em apenas alguns anos, precisará juntar bastante dinheiro em pouco tempo. Caso consiga fazer os aportes para ter um volume financeiro alto, pagará mais imposto na tabela progressiva. Então, a tabela regressiva será a mais interessante”.  

“Além disso, se planeja investir na previdência para resgatar em até seis anos, existem outros produtos que vão ter impostos menos agressivos no curto prazo”, explica. Ou seja, nesse caso, a previdência pode não ser o melhor investimento para você. 

É por isso que Escabin ressalta a importância de simular o investimento antes de escolher a tabela ou o produto ideal. “Vale entrar no nosso simulador de previdência, na área pública do BTG Pactual Digital. Lá, você consegue colocar suas informações, e ele vai indicar se vale mais a pena o PGBL ou VGBL e até se a previdência é mesmo a melhor opção de investimento”, finaliza. 

 

Mosaico do rodapé com as cores da Exame