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Guru de investimentos está prometendo retornos altos nas redes? É cilada!

PUBLICADO EM: 7.10.21 | 13H10
ATUALIZAÇÃO: 13.10.21 | 19H23
Campanha promovida pela CVM e B3 alerta sobre golpes e é uma das ações da Semana Mundial do Investidor
Campanha #seliganacilada da CVM e B3

Com humor, vídeos nas redes sociais alertam sobre os cuidados que devem ser adotados pelos investidores brasileiros

Imagem da Editoria Exame Invest
Marília Almeida

Repórter de Invest marilia.almeida@exame.com



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Quer lucrar muito em pouco tempo? Fazer um investimento com retorno garantido? Esses e outros convites podem ser grandes armadilhas. É o que aponta a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na campanha #seliganacilada, ação que faz parte da Semana do Investidor. O objetivo é alertar o público sobre golpes que parecem (mas não são) atraentes ofertas de investimento.

Com humor, os vídeos, que serão compartilhados nas redes sociais, alertam sobre os cuidados que devem ser adotados pelos investidores brasileiros, além de mostrar as falhas nos discursos de alguns influenciadores e “gurus de investimento”. Os vídeos foram produzidos com apoio da B3.

A ideia é levar o alerta para os mesmos canais usados por eventuais golpistas: as mídias sociais, mostrando um exemplo prático das mensagens que devem ser vistas com desconfiança pelo público, além de oferecer informações educacionais.

Golpes financeiros

Pesquisa divulgada pela CVM apontou que homens com idade entre 30 e 39 anos (36,5%) renda familiar mensal entre 2 e 5 salários-mínimos (23%) e com pós-graduação (38%) são 91% das vítimas de golpes financeiros.

As criptomoedas aparecem como o produto de investimento mais citado pelas vítimas de golpes financeiros, sendo mencionadas por 43,3% dos respondentes. Em seguida, aparecem os demais mercados, como Forex (29,8%), opções binárias (16,9%) e ações (15,2%).

O meio de divulgação para fraude mais citado foi o aplicativo Whatsapp (27,5%), seguido pela divulgação boca-a-boca pessoalmente (19,7%).

Em 2021, até o momento, foram instaurados 163 processos relativos ao chamado mercado marginal, que engloba, por exemplo, reclamações a respeito de ofertas e atuações irregulares – em sua maioria, sem registros na CVM. Em 2019 e 2020, foram 372 e 324 processos abertos na autarquia.

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Marília Almeida

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