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Tesouro Direto ainda vale a pena? Veja 3 ativos para reserva de emergência

PUBLICADO EM: 18.6.21 | 12H00
ATUALIZAÇÃO: 17.6.21 | 9H53
Analista do BTG Pactual digital explica o impacto da inflação nos investimentos de renda fixa e dá dicas para construção da reserva de emergência
Tesouro Direto ainda vale a pena?

(Getty Images/EyeEm)

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Isabel Rocha

Repórter da Exame



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Quem já investe em títulos do Tesouro Direto deve ter observado que, nos últimos meses, a maioria deles desvalorizou. Em maio, por exemplo, apenas sete, dos 27 títulos negociados no mercado, tiveram desempenho positivo.

Mas, se o investimento é frequentemente apontado por especialistas como um dos mais seguros do mercado, o que explica essa rentabilidade negativa?

Um dos principais motivos foi o aumento da inflação, já que ela influencia a percepção de risco dos investidores e, consequentemente, as taxas exigidas para a compra de títulos públicos no mercado secundário. Isso tem um impacto negativo sobre os preços dos papéis, que são precificados (trazidos a valor presente) com essas taxas. “Quando a inflação está muito elevada, o Banco Central reage aumentando a Selic para poder controlá-la”, explica Odilon Costa, analista de renda fixa e crédito privado do BTG Pactual digital.

Mas é importante deixar claro que o investidor só realiza a perda se decidir vender o investimento. Caso opte por segurar a aplicação em carteira até a data de vencimento, não será penalizado pela marcação de mercado atual e terá o rendimento acordado no momento da compra.

“A rentabilidade sempre vai convergir para aquela que você contratou lá no início. Então, pode ser que o preço desvalorize temporariamente, mas, se o seu objetivo for de longo prazo, você terá aquela rentabilidade contratada”, explica Costa.

O BTG Pactual digital tem fundo com taxa zero para a sua reserva de emergência. Abra sua conta e saiba mais.

Renda fixa como reserva de emergência

Ainda que muitas pessoas enxerguem essas oscilações de curto prazo como algo negativo, Costa afirma que é aí que moram as oportunidades da renda fixa. “Você pode trabalhar nisso como um risco, mas também como oportunidade. Tem muita gente que compra títulos públicos e privados com o objetivo de capturar uma queda das taxas de mercado”, diz.

Essa é uma estratégia de investimento que difere daquela indicada para o investidor que busca a renda fixa com o objetivo de construir uma reserva de emergência.

“Quando falamos de reserva de emergência, toda e qualquer aplicação tem de ter o mínimo de risco de crédito possível. Além disso, você não pode ter grandes variações de preços nos ativos (risco de mercado). O dinheiro também tem de ser acessível em D+0 ou D+1. Ou seja, não pode haver risco de liquidez”, explica.

Por isso, segundo o especialista, há apenas três opções de investimento ideais para a construção dessa reserva. São eles:

Tesouro Selic

Um dos investimentos mais conhecidos para construção da reserva de emergência é o Tesouro Selic. Como o próprio nome já diz, ele tem seu rendimento atrelado à taxa básica de juro. Por isso, não costuma sofrer grandes oscilações. Sua liquidez é D+1.

A compra desses títulos diretamente pelo Tesouro Direto, no entanto, pode pesar no bolso do investidor. “A taxa da B3 desfavorece a compra diretamente via Tesouro Direto. É um investimento caro”, diz.

Fundos com taxa zero

Uma opção mais em conta são os fundos atrelados ao Tesouro Selic com taxa zero. Além do custo, outro diferencial é a liquidez diária e a ausência da taxa da B3. “No BTG Pactual, por exemplo, a liquidez é D+0. Isso é uma grande vantagem porque, no fundo, o ‘recheio’ é o mesmo”, diz.

O fundo a que Costa se refere é o BTG Pactual digital Tesouro Selic Simples FI RF. Composto exclusivamente de títulos do Tesouro Selic, ele tem aplicação mínima de 500 reais e liquidez diária (D+0) para pedidos de resgate em dias úteis realizados até às 15h30.

CDBs com liquidez diária

Os Certificados de Depósito Bancários (CDBs) são um tipo de investimento em renda fixa em que o investidor empresta dinheiro para instituições financeiras. Como são emitidos por empresas regulamentadas pelo Banco Central e contam com garantia do FGC (que garante o saldo das aplicações em até 250.000 reais por CPF), eles também são considerados investimentos seguros.

É importante ressaltar que, mesmo com a garantia do FGC, o CDB com liquidez diária também precisa ter o mínimo de risco de crédito possível. “A garantia do FGC é um conforto adicional, mas o dinheiro não é recuperado automaticamente caso uma instituição quebre. O processo leva de dois a três meses”, diz. Por isso, Costa reforça a importância de optar por papéis de instituições financeiras com rating elevado (AA+ ou AAA). O BTG Pactual, por exemplo, possui rating AAA pela S&P.

O BTG oferece dois CDBs, com prazos de 12 ou 24 meses e taxas de remuneração equivalentes a 103% e 104% do CDI (indicador que acompanha a Selic e é o principal benchmark dos ativos de renda fixa).

Como calcular o valor de sua reserva de emergência

Quer saber quanto deve ser sua reserva de emergência antes de escolher o melhor investimento? Responda ao questionário abaixo e veja qual valor você precisa juntar para ter um montante adequado ao seu perfil.

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