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Ultrapar reverte prejuízo em lucro mas ação cai até 9%; BTG corta recomendação

PUBLICADO EM: 25.2.21 | 11H11
ATUALIZAÇÃO: 25.2.21 | 11H58
Na visão dos analistas de mercado, resultado do 4º trimestre veio fraco, principalmente por conta de Ipiranga e Ultragaz; companhia anunciou também ontem dividendos de 480 milhões de reais
Posto Ipiranga, da Ultrapar Participações

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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As ações da Ultrapar (UGPA3) chegaram a cair 9,12% na mínima do dia, mas amenizaram o movimento ainda nesta manhã. Os papéis recuam 4,61% no momento, liderando as perdas do Ibovespa nesta quinta-feira, 25. Os investidores repercutem o balanço do quarto trimestre da empresa, reportado na noite de ontem.

A companhia teve lucro líquido de 431,5 milhões de reais no quarto trimestre, revertendo um prejuízo líquido de 267,7 milhões de reais um ano antes. No acumulado do ano, o lucro foi de 927,7 milhões de reais, aumento de 130,2% na comparação com 2019.

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Após o balanço, o BTG Pactual cortou a recomendação das ações da companhia de compra para neutra, com novo preço-alvo de 24,00 reais para os próximos 12 meses, o que corresponde a um potencial de valorização de 13% frente ao fechamento de ontem.

Os analistas do banco citaram que a revisão ocorre devido à falta de clareza com relação ao crescimento na Ipiranga, desempenho baixo em relação aos seus pares e múltiplos mais altos do que BR Distribuidora (BRDT3) e Cosan (CSAN3), implicando em um potencial de alta limitado para as ações.

Para eles, o resultado do quarto trimestre veio fraco nos segmentos que mais importam (Ipiranga e Ultragaz), embora forte em Oxiteno e Extrafarma. "O Ebitda ajustado (de 875 milhões de reais) ficou 5% abaixo das nossas projeções, com margens fracas da Ipiranga, indicando que algumas de nossas preocupações de longa data em relação à estratégia da empresa continuam existindo mesmo depois que os impactos covid se dissiparem".

Na mesma linha, os analistas do Credit Suisse comentaram que o resultado veio fraco, ficando abaixo das suas expectativas, principalmente em função do desempenho da Ipiranga e Ultragaz.

"O Ebitda recorrente consolidado do trimestre ficou em 817 milhões de reais, abaixo em 14% das nossas projeções. O número inclui ajustes de crédito de PIS/Cofins na Oxiteno (85 milhões de reais) e venda de ativos na Ipiranga (47 milhões de reais)", comentaram. O banco manteve recomendação neutra para as ações, com preço-alvo para a ação também em 24,00.

Na noite de ontem, a companhia informou também a distribuição de dividendos no montante de 479,7 milhões de reias, ou 0,44 centavos de real por ação, a serem pagos a partir de 12 de março. Terão direito aos proventos os investidores que estiveram na base acionária da empresa no pregão do dia 4 de março. As ações passam a ser negociadas "ex-dividendos" a partir do dia 5 de março.

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
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Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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