Vale dispara 7% e renova máxima histórica; Suzano salta quase 9% e Petrobras tem 9ª alta seguida | Exame Invest
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Vale dispara 7% e renova máxima histórica; Suzano salta quase 9% e Petrobras tem 9ª alta seguida

PUBLICADO EM: 7.1.21 | 10H53
ATUALIZAÇÃO: 7.1.21 | 18H34
Confira os principais destaques de ações desta quinta-feira

Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Tem experiência de dez anos na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub.



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As ações de commodities seguiram em forte rali nesta quinta-feira, 7, e apareceram, juntamente com os bancos, como as principais contribuições positivas em pontos para o Ibovespa. Nesta lista, estão: Vale (VALE3), que superou pela primeira vez na história a marca dos 100 reais por ação, indo para sua quinta sessão consecutiva de ganhos impulsionadas pelo minério, Itaú (ITUB4) e Petrobras (PETR3; PETR4), que teve sua nona alta seguida.

Em variação, as ações do setor de papel e celulose Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11), que registraram ganhos de 8,64% e 7,61% com notícia sobre reajuste de preço de celulose, figuraram como a primeira e terceira maior alta do Ibovespa. Em segundo lugar ficou Bradespar (BRAP4), holding que detém participação na Vale, com valorização de 8,28%.

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Na contramão, com o movimento de rotação de ativos, com investidores buscando ações cíclicas, como commodities e bancos, e vendendo papéis de crescimento, as maiores pressões negativas em pontos para o índice vieram das ações de e-commerce, com Magazine Luiza (MGLU3) e Via Varejo (VVAR3). Essas ações caíram nesta ordem hoje: 1,19% e 2,77%. Em porcentagem, as maiores quedas ficaram com CVC Brasil (CVCB3), Energisa (ENGI11) e CPFL Energia (CPFE3), com desvalorizações de 3,65%, 3,57% e 3,45%, respectivamente.

Confira abaixo os principais destaques de ações desta sessão:

Papel e celulose

As ações de Suzano (SUZB5) e Klabin (KLBN11) figuraram entre os maiores ganhos do Ibovespa após notícia de que a Suzano anunciou elevação de 50 dólares a tonelada no preço de celulose de fibra curta, com vigência imediata para o Sudeste Asiático e Oriente Médio, segundo informações do Estadão/Broadcast. Com o reajuste, a tonelada da commodity para esses mercados vai para 600 dólares a tonelada.

Vale e siderúrgicas

Impulsionadas pelos ganhos do minério de ferro, as ações da Vale (VALE3) dispararam 7,02%, cotadas em 102,32 reais, e marcaram sua quinta sessão seguida no positivo. O movimento foi acompanhado pelas siderúrgicas: Gerdau (GGBR4), Metalúrgica Gerdau (GOAU4), Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3) avançaram 5,54%, 4,38%, 5,53% e 6,44%, respectivamente. A Bradespar (BRAP4), holding que detém participação na Vale, tiveram alta de 8,28%.

O minério de ferro negociado no porto chinês de Qingdao subiu 1,76% nesta sessão, indo para 171,69 dólares a tonelada, na sua quinta alta consecutiva.

Petrobras

As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) avançaram mais de 3%, na sua nona alta consecutiva, em meio ao bom humor do mercado interno e com mais um dia de alta para os preços do petróleo. Os contratos do petróleo Brent, negociados em Londres e usados como referência pela estatal, fecharam em alta de 0,37%. No mesmo setor, PetroRio (PRIO3) avançou 1,93%.

Cemig

As ações da Cemig (CMIG4) caíram 1,31%, enquanto os papéis da Light (LIGT3) recuaram 0,13%. No radar, a Cemig informou que seu conselho de administração aprovou a venda de cerca de 68,62 milhões de ações ordinárias detidas pela companhia na Light (LIGT3). A operação será realizada em meio a uma oferta pública de ações a ser promovida pela Light, na qual a empresa buscará também a distribuição primária de 68,62 milhões de ações ordinárias, conforme informou a Cemig nesta quinta-feira em comunicado enviado ao mercado.

Com a operação, a Cemig deixaria de ser acionista da Light, na qual a empresa já foi controladora e na qual possui participação atualmente de 22,6%.

Segundo os analistas da Exame Research, considerando o tamanho da oferta, a cotação dos papéis da Light tende a sofrer alguma pressão no curto prazo. Mas, em termos estratégicos, há desdobramentos positivos para ambas as empresas: a Cemig vai fortalecer seu caixa e ficar mais focada em suas atividades centrais, enquanto a Light vai levantar recursos para melhorar suas métricas operacionais, comentam.

Os analistas da Genial Investimentos comentam que veem o evento como uma vitória para ambos os nomes envolvidos, já que a Light atingiu sua cotação máxima de 52 semanas e a Cemig está finalmente monetizando uma participação minoritária em um ativo não estratégico e com alto grau de complexidade em sua operação. Segundo eles, a Cemig deve captar cerca de 1,6 bilhão de reais com a transação, representando um potencial de alta de cerca de 60% em relação ao preço justo para a participação na Light que usam no valuation da Cemig (ou mais 0,60 centavos por ação).

Para a Light, eles apontam que veem o movimento como um passo essencial para a companhia equalizar seu endividamento (a companhia encerrou o terceiro trimestre de 2020 com uma dívida líquida / EBITDA de 4,2 vezes no braço de distribuição e com amortização prevista de 2,4 bilhões de reais em 2021).

Na visão dos analistas, a Light continua sendo um alvo de possível fusão e aquisição com potencial de valorização interessante se os múltiplos da transação atingirem os mesmos níveis das transações anteriores no segmento de distribuição. No entanto, com um custo que poderia chegar a quase 20 bilhões de reais, comentam que a maioria dos nomes sob cobertura da corretora não teria fôlego financeiro para realizar tal operação.

A Light foi um dos papéis apontados por gestores de ações consultados pela EXAME Invest como uma das apostas para 2021, confira a matéria aqui.

Cogna 

As ações da Cogna (COGN3) dispararam 2,21% após a empresa confirmar, em fato relevante divulgado nesta manhã, que está em negociação para potencial compra e venda de ativos de educação com a Eleva Educação, que tem entre os acionistas o empresário Jorge Paulo Lemann. Segundo a empresa, a transação pode envolver a venda de determinadas escolas controladas direta ou indiretamente pela Saber à Eleva, bem como a aquisição do sistema de ensino detido pela Eleva pela Somos, controlada pela Cogna e Vasta.

Segundo analistas da Exame Research, do ponto de vista estratégico, a movimentação faz sentido para a Cogna e traz potenciais ganhos de sinergia para as suas operações. No entanto, apontam que, como são negociações complexas e têm evoluído de maneira lenta, pode reduzir um eventual entusiasmo do mercado.


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