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Vale em alerta: EXAME Gavekal vê choque de crise energética chinesa no aço

PUBLICADO EM: 11.10.21 | 9H42
Após boom do primeiro semestre, nível de produção em siderúrgicas caiu para patamares próximos do pré-pandemia

Produção de aço em fábrica da Tiangong International, em Zhenjiang, leste da China | Foto: Hector Retamal/AFP via Getty Images (AFP via Getty Images)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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Com queda de mais de 15% nos últimos 30 dias, as ações da Vale (VALE3) têm sofrido com a variação do preço do minério de ferro, que acumula perdas de mais de 40% em relação ao pico atingido em meados deste ano. Entre os fatores que levaram à depreciação está a pressão sobre as siderúrgicas para que o país atinja metas de descarbonização. Segundo analistas da EXAME Gavekal, o setor também está na mira quando o assunto é a questão energética. 

Sem carvão suficiente para atender toda a demanda da população e das indústrias chinesas, o país tem passado por cortes de energia desde maio, que se intensificaram entre os meses de agosto e setembro. As mais atingidos, segundo relatório da EXAME Gavekal, são justamente as indústrias pesadas, uma das maiores responsáveis por de todo o consumo de energia na China. 

“Junto com a forte demanda por exportações de manufaturados, o boom da indústria pesada doméstica impulsionou o aumento na demanda por eletricidade, o que prejudicou o fornecimento”, afirmam os analistas.

No primeiro semestre do ano, a produção de siderúrgicas cresceu 13,9% na comparação anual. Neste semestre, porém, a produção caiu para patamares próximos aos de 2019. Parte desse efeito também tem impactos no mercado imobiliário chinês, que enfrenta uma forte desaceleração diante da crise de endividamento da Evergrande e de restrições ao financiamento de incorporadoras. 

“A atividade da construção deve enfraquecer ainda mais nos próximos meses. Isso provavelmente pesará sobre a demanda por produtos da indústria pesada, que são os principais responsáveis pelas oscilações de demanda por eletricidade”, afirma a EXAME Gavekal em relatório.

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