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Warren recebe aporte de R$ 300 mi de investidores de Nubank e Robinhood

PUBLICADO EM: 28.4.21 | 8H03
ATUALIZAÇÃO: 28.4.21 | 8H35
Fintech que atua como corretora e gestora, criada em Porto Alegre em 2017, chega a R$ 5 bilhões em ativos sob gestão e planeja dobrar o valor até o fim do ano
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Os sócios-fundadores da Warren (da esquerda para a direita): André Gusmão, Marcelo Maisonnave, Kelly Gusmão, Rodrigo Grundig e Tito Gusmão (CEO)

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e experiência em Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com



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A Warren, fintech de investimentos lançada em 2017 que atua hoje como corretora e gestora, vai receber um aporte de 300 milhões de reais dentro de uma rodada Series C. O aporte é mais uma mostra de que o acelerado crescimento do mercado de capitais doméstico está atraindo também fundos e investidores globais de venture capital.

A rodada é liderado pelo GIC, o fundo soberano de Singapura e investidor de empresas como Nubank e Hotmart. A rodada conta ainda com a participação dos fundos Ribbit, Kaszek e Chromo Invest – todos investidores desde a Series A, além de QED, Meli Fund e Quartz, que haviam entrado na Series B, um ano atrás. O novo valuation da Warren não foi divulgado.

O Ribbit Capital, por sua vez, é um dos principais investidores do Robinhood, o app de trading que se tornou febre no mercado americano durante a pandemia e que estuda realizar um IPO (oferta pública inicial) nos próximos meses.

"A rodada é um reconhecimento de fundos importantes no cenário mundial do nosso modelo de interesse alinhado ao do cliente como diferencial, mas também de transparência e de entrega do investimento de forma descomplicada", disse Tito Gusmão, CEO e um dos sócios-fundadores da startup, à EXAME Invest.

É uma referência ao modelo conhecido como fiduciário (fee based), em que o investidor paga uma taxa fixa, em geral anual, sobre o valor total sob gestão, e não na forma de comissão dos produtos adquiridos na plataforma.

Os recursos serão utilizados em quatro frentes, segundo Gusmão: (1) tecnologia e pessoas, (2) marketing, (3) aumento de parcerias com escritórios para a distribuição de investimentos e (4) fusões e aquisições (M&A) que permitam oferecer funcionalidades hoje não disponíveis na plataforma ou acelerar o crescimento do que já existe.

Na frente de pessoas, o plano é aumentar o time dos atuais 400 profissionais para cerca de 600 até o fim do ano, dos quais a maioria dos contratados na área de tecnologia, como desenvolvedores.

A Warren chegou à marca de 5 bilhões de reais de ativos sob gestão (AuM) e pretende dobrar esse valor até o fim do ano. Um ano atrás, esses ativos estavam na casa de 500 milhões de reais. Para alcançar a meta, a fintech vai dar prosseguimento nos próximos meses à estratégia de oferecer o maior número possível de serviços na esfera de investimentos.

A estratégia prevê o lançamento de novos fundos temáticos da própria Warren. Atualmente são dez fundos na gestora, dos quais alguns que apostam em teses como a de ESG, a de igualdade de gênero e a da indústria de games, em busca de produtos que consigam também entregar performance.

Os próximos temas em estudo são um fundo com foco em Ásia, um de ouro e outro em câmbio, mas estes dois pensando em alocação de carteira.

Nos próximos meses, a Warren vai ampliar duas outras verticais de negócios além da principal, que é a de investimentos. Uma delas é a de transações bancárias, que hoje envolve uma conta para fazer operações e que deve incluir um cartão de crédito. E a outra é a de crédito, em um modelo que utilize os investimentos do cliente como colateral para que ele tenha acesso a taxas mais baixas.

 

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e experiência em Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com


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