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Wiz anuncia parceria de consórcios com BB e amplia atuação no agro

PUBLICADO EM: 14.7.21 | 19H30
ATUALIZAÇÃO: 15.7.21 | 13H36
O anúncio vem há apenas uma semana da empresa ter fechado uma expansão de sua parceria com o Itaú para comercialização de financiamento imobiliário
Rodrigo Salim

(Wallace Feitosa)

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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A Wiz (WIZS3) acaba de anunciar uma parceria com o Banco do Brasil (BBAS3) para ofertar consórcios da instituição financeira, em seus mais de 16 mil pontos de vendas credenciados em todo o país. O acordo, que tem prazo de 10 anos, prevê a comercialização das cartas de crédito para automóveis, imóveis, veículos pesados e destinados especialmente ao agronegócio.

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A parceria é mais um passo da Wiz para ganhar escala na distribuição de consórcios. Só no ano passado, a empresa movimentou 5,6 bilhões de reais em cartas de crédito, passando a deter 8% de participação nesse mercado. Com o avanço, ela é hoje um dos maiores originadores de vendas de consórcios fora das agências bancárias. Além disso, o anúncio marca a expansão da companhia no cobiçado setor do agronegócio, que corresponde a quase um terço do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

"Somos o maior market place de consórcios do Brasil e o portfólio de consórcios do BB traz novas oportunidades de ampliação da nossa rede de distribuição", comentou Rodrigo Salim, diretor executivo da Wiz Parceiros, unidade de negócios do grupo.

A notícia vem há apenas uma semana da empresa ter fechado uma parceria com o Itaú Unibanco (ITUB4) para comercialização de financiamentos imobiliários, expandindo o contrato que já possuía com a instituição no segmento de consórcios de veículos leves e pesados. A companhia tem também uma parceria de consórcios com a Caixa Econômica e Santander (SANB11), o que a deixa à frente das vendas de consórcios de quatro dos cinco maiores bancos do país.

Em entrevista exclusiva à EXAME Invest., Salim disse que, entre os principais diferenciais, a parceria com o BB marca uma forte atuação da empresa no segmento do agronegócio, além de possibilitar um nível de estoque "absurdamente alto".

"Estamos hoje com o maior estoque do mercado. A Wiz Parceiros tem isso à disposição. O BB é campeão em abertura de novos créditos, tem uma reposição de novos grupos [créditos] muito rápida, porque eles olham isso com mais detalhe que outras administradoras", comentou.

Além disso, "com o BB, passamos a atuar muito forte no agro, além da parte de implementos agrícolas e pesados, que as outras bandeiras não possibilitavam. Ganhamos também um mix para outros produtos, como serviços e motos, que não são tão comuns em outras grandes administradoras. O BB faz isso muito bem, com muita força e o mais importante é que eles estão com apetite de mercado, coisa que historicamente o banco nunca teve", acrescentou.

Próximos desafios

Segundo Salim, a empresa tem boas lutas pela frente. A primeira é atingir a meta das operações das parcerias com os bancos. E, depois, buscar a liderança no segmento de consórcios. "Existe uma expectativa muito grande dessa operação, em ganhar tração e ser líder provavelmente de mercado e segmento. Como Wiz Parceiros, estamos prontos para isso. Estamos construindo esse canal de consórcios há dez anos", comentou o diretor.

Além das frentes que vêm sendo abertas pela própria empresa, o mercado aquecido também pode ajudar a impulsionar os negócios, apontou Salim.

"O produto modernizou. A carteira de crédito está mais jovem, com uma média de idade de 40 anos. O consórcio virou uma ferramenta muito poderosa na aquisição de bens hoje, principalmente nesse cenário de alta de juros. As bandeiras entenderam isso e compraram muito bem. E estamos navegando junto, abrindo novos pontos de vendas mensalmente para ganhar mais volume e relevância no mercado", complementou.

 

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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