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Yubb se torna a 1ª startup brasileira a investir caixa em bitcoin

PUBLICADO EM: 5.3.21 | 6H00
ATUALIZAÇÃO: 5.3.21 | 6H16
Juros reais negativos e impressão "desenfreada" de dinheiro motivaram fintech a alocar 15% dos recursos disponíveis em criptomoedas

Bernardo Pascowitch, presidente da Yubb: alocação de parte do caixa em criptoativos (Fernando Torres)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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Assim como gigantes globais de tecnologia, como Tesla e Microstrategy, que recentemente adoraram o bitcoin como parte de suas reservas de valor, no Brasil, a fintech de informações sobre investimentos Yubb se tornou a primeira startup a assumir publicamente que está alocando parte de seu caixa em criptomoedas.

“Vemos um movimento internacional de cada vez mais investidores globais passando a confiar nos criptoativos. E há um potencial muito grande em 2021 de desvalorização das moedas tradicionais, seja por questões econômicas, seja por impressão desenfreada de dólar e euro” afirma Bernardo Pascowitch, presidente da Yubb, em entrevista exclusiva à EXAME Invest.

Segundo ele, a decisão também leva em consideração aspectos "ideológicos". "Se as startups se colocam como as empresas mais inovadoras do mundo, por que não utilizar investimentos igualmente inovadores que estão quebrando paradigmas? E o bitcoin é o principal exemplo. É um movimento interessante que as startups devem fazer em termos de caixa."

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Os investimentos em criptomoedas, conta Pascowitch, vieram com a reestruturação financeira feita pela startup em 2020, quando a Yubb passou a adotar reserva de emergência e disponibilizar parte dos recursos para diversificação de investimentos. 

“Muitos entendem que o caixa da empresa não deve ser alocado em ativos mais arriscados. Mas produtos tradicionalmente usados para alocação do caixa estão com remuneração abaixo da inflação, e a empresa -- principalmente uma startup, com caixa menor --, não pode se dar ao luxo de perder seu poder de compra. É cada vez mais importante fazer essa diversificação”, diz Pascowitch. 

Com as mudanças implementadas, as criptomoedas ganharam 15% de espaço no caixa da Yubb, e as ações, 20%. Os 65% restante ficaram em renda fixa, em que também estão os ativos de liquidez diária utilizados como reserva de emergência.

Entre as moedas digitais, a carteira é composta principalmente por bitcoin, mas também há uma pequena parte em etherum, a segunda mais negociada do mundo.

“Para investimentos de empresas em criptomoedas, eu não iria além de bitcoin e ethereum. As duas já têm uma volatilidade gigantesca. Na pessoa física, tenho várias criptos alternativas, mas, pensando no caixa, o bitcoin já traz a ‘pimenta’ mais que necessária.”

Na parte de ações, a Yubb investe especialmente em ETFs dos índices S&P 500 (Estados Unidos) e IbrX (Brasil), embora já tenha tido exposição a papéis de maior liquidez do mercado brasileiro, como os da Vale (VALE3) e os da Petrobras (PETR3/PETR4).

“A diversificação do índice já é suficiente. Para a empresa, não vejo muito sentido selecionar individualmente algumas ações, porque toma um tempo muito grande, e o foco precisa ser seu próprio produto”, comenta Pascowitch.

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

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