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Ação da Oi pode mais do que dobrar de valor, diz BTG

PUBLICADO EM: 13.8.21 | 9H20
Reestruturação da empresa para maior foco em fibra ótica deve impulsionar preços dos papéis, afirma analista na Abertura de Mercado desta sexta
Oi (OIBR4)

Logo da Oi | Foto: Pedro Zambada/Exame

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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As ações ordinárias da Oi (OIBR3) reservam um potencial de alta de 111%. Isso é o que afirmam analistas do BTG Pactual Digital em seu novo relatório sobre a empresa, que estabelece um preço-alvo de 2,30 reais pelo ativo. Na última sessão, os papéis da Oi fecharam cotados a 1,09 reais.

Em balanço do segundo trimestre, divulgado nesta semana, a companhia registrou lucro líquido de 1,2 bilhão de reais, revertendo o prejuízo de 3,5 bilhões de reais do mesmo período do ano passado.

Analistas do BTG ressaltam o primeiro aumento das receitas fixas em sete anos. "A Oi divulgou já ter alcançado 3 milhões de clientes na fibra ótica, frente que já ultrapassa a de cobre em termos de receita", disse Vitor Melo, analista de ações do BTG Pactual Digital na Abertura de Mercado desta sexta-feira, 13.

No segundo trimestre, a receita dom fibra atingiu 654 milhões de reais no segmento residencial, enquanto a frente de cobre teve receita de 653 milhões de reais. Segundo a Oi, o objetivo é reduzir o foco nos serviços de cobre e telefonia móvel e aumentar nos de fibra, "maximizando a geração de valor para a companhia".

É justamente nessa reestruturação que analistas do BTG veem o maior potencial de ganho nas ações. "Estamos confiantes de que a venda da operação móvel e da empresa de infraestrutura, será concluída de forma satisfatória e prevemos um bom crescimento proveniente dos negócios de fibra da empresa. Recomendamos a compra do papel, com preço alvo de R$ 2,30 (refletindo basicamente sua participação na InfraCo).", afirmam em relatório. 

No mês passado, o BTG arrematou junto com a Globenet uma fatia de 57,9% da Infraco, a subsidiária da Oi em fibra óptica.

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