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AL: Região pode vender US$ 10 bilhões em títulos ainda em 2020, diz HSBC

PUBLICADO EM: 30.11.20 | 15H25
ATUALIZAÇÃO: 30.11.20 | 15H34
América Latina está diante de uma janela de oportunidade tanto para emissões soberanas quanto de empresas
HSBC

Banco acredita que o Brasil poderia entrar na onda de emissões soberanas no próximo ano (REUTERS)

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada

Repórter especializada na cobertura de mercados. Formada pela ECA-USP, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM.



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(Bloomberg) Empresas e países da América Latina podem vender até 10 bilhões de dólares em títulos até o fim do ano se aproveitarem a janela de oportunidade, segundo o HSBC. Caso o valor seja materializado, este seria o mês de dezembro mais movimentado desde 2016, segundo dados compilados pela Bloomberg.

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Além de emissores soberanos, empresas no Chile, México e Brasil devem liderar o movimento, disse Alexei Remizov, responsável por mercado de capitais de dívida da América Latina no HSBC. O setor de mineração e metais deve se destacar, disse.

“Com a emissão soberana incluída, poderíamos adicionar provavelmente outros 7 bilhões de dólares a 10 bilhões de dólares à emissão bruta total da região”, disse Remizov. “No geral, o mercado está deixando de lado algumas das preocupações estruturais existentes em muitos desses países.”

O topo da projeção de Remizov levaria as emissões de 2020 para cerca de 144 bilhões de dólares , o maior valor desde 2017, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Emissores da América Latina retornam aos mercados de dívida depois da pausa antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos. O México vendeu 3,6 bilhões de dólares em títulos para alongar o vencimento da dívida. O Peru levantou 4 bilhões de dólares em emissão na semana passada, que incluiu títulos de 100 anos para ajudar a combater o impacto financeiro do coronavírus.

O Brasil poderia entrar na onda de emissões soberanas no próximo ano, impulsionando as vendas de títulos externos em busca de diversificação em relação à dívida em moeda local à medida que suas necessidades fiscais aumentam, disse Remizov. O mercado brasileiro também pode ser fonte de fusões e aquisições corporativas, de acordo com o HSBC, que ocupa a 11 posição no ranking de subscrição de títulos da América Latina em 2020, com 4,3% de participação.

“Se começarmos a entrar em uma situação em que, devido a uma perspectiva de crescimento melhor, as empresas no Brasil precisam obter financiamento de longo prazo, podemos vê-las olhando um pouco mais para o mercado externo”, disse Remizov.

O Chile também será foco em 2021, com a demanda por financiamento de longo prazo em mercados externos com melhor liquidez do que o disponível localmente, de acordo com o HSBC.

Investidores que apostam em alguns títulos de mercados emergentes mais arriscados podem incentivar ofertas de emissores com grau especulativo que ainda não buscaram financiamento no exterior. Novos nomes provavelmente terão uma resposta positiva devido à escassez de oferta, disse Remizov.


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Repórter especializada na cobertura de mercados. Formada pela ECA-USP, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM.


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