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Alta do petróleo, BCE e Fed, planos do Carrefour e o que move o mercado

PUBLICADO EM: 27.9.21 | 7H06
ATUALIZAÇÃO: 27.9.21 | 7H48
Barril de petróleo renova máxima desde 2018 em meio à queda de restrições em função da pandemia
Equipamentos de extração de petróleo em campos terrestres

Equipamentos de extração de petróleo em campos terrestres | Foto: Nick Oxford/File Photo/Reuters (REUTERS)

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Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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O mercado internacional inicia esta semana com as principais bolsas de valores em alta, refletindo algum alívio com as preocupações relacionadas à China. Na última semana, temores sobre a crise imobiliária do país derrubaram bolsas globais e levaram o Ibovespa ao pior patamar desde novembro

Nesta manhã de segunda-feira, 27, o índice Stoxx 600 avança 0,4%, na Europa. Por lá, a bolsa de Frankfurt se destaca com alta de quase 1%, após o resultado das apertadas eleições da Alemanha apontarem para uma difícil coalizão da esquerda

Nos Estados Unidos, o S&P 500 e o Dow Jones sobem no mercado de futuros, enquanto o índice Nasdaq, mais dependente de políticas estimulativas, apresenta leve queda, com investidores à espera de declarações dos principais bancos centrais.

A primeira a falar nesta segunda será a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde. Com discurso programado para antes dos mercados abrirem nas Américas, investidores buscarão sinais sobre os planos para o Programa de Compras de Emergência Pandémica do BCE. 

Ainda hoje, irão discursar os membros do Federal Reserve (Fed) John C. Williams e Charles Evans, presidente do Fed de Chicago, que podem dar pistas sobre o início do tapering, esperado para até o fim deste ano. Na terça-feira, 28, a palavra estará com o presidente do Fed, Jerome Powell. As declarações ocorrem em meio à alta da inflação nos Estados Unidos e no mundo, tendo entre os motivos a apreciação das commodities.

Petróleo nas alturas 

Nesta segunda, o petróleo brent, referência para a política de preços da Petrobras (PETR3/PETR4) voltou a subir, se aproximando da marca de 80 dólares o barril. Nesta madrugada, o preço bateu 78,64 dólares, o maior já registrado desde 2018. 

A valorização do petróleo tende a impulsionar as ações do setor na bolsa. Um dos papéis que tem mais se beneficiado desse movimento é o da PetroRio (PRIO3), que acumula alta de 13,35% em um mês. Nesse mesmo período, a Petrobras caiu 5,35% em meio a questionamentos sobre sua capacidade de repassar a alta de preços. 

Como pano de fundo da apreciação do petróleo está a expectativa de aumento da demanda, com as menores restrições de mobilidade em função de maiores índices de vacinação contra o coronavírus. Diante desse cenário, o Goldman Sachs alterou sua previsão para o preço do barril de 80 para 90 dólares até o fim do ano. 

A força do Atacadão

O Carrefour (CRFB3) anunciou que projeta atingir, em 2021, 60 bilhões de reais em vendas brutas em sua frente de atacarejo. As previsões para 2024 é de que as vendas subam para 100 bilhões de reais. Os números, segundo a empresa, são baseados na taxa de crescimento anual composta (CAGR) histórica do Atacadão, de 15% ao ano, verificada entre os anos de 2017 e 2020.

Grendene de fábrica nova

A Grendene (GRND3), das marcas Melissa, Rider e Cartago, irá construir uma nova fábrica no Ceará. Com implementação prevista para o ano que vem, a nova unidade terá como objetivo ampliar a capacidade de produção de calçados e componentes EVA em 500.000 pares mensais. O investimento para a construção será de 30 milhões de reais.

Aquisição da Infracommerce

Uma das principais empresas de suporte ao e-commerce do país, a Infracommerce (IFCM3) celebrou um contrato para a aquisição da Synapcom, especializada no desenvolvimento e operacionalização de projetos para e-commerce. Com receita anual recorrente líquida de 710 milhões de reais, a Synapcom tem entre seus clientes Samsung, Phillips e Hypera. O valor da aquisição foi acertado em 773 milhões de reais mais a emissão de 27 milhões de ações da Infracommerce. 

 

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