MERCADOS

As ações da Bolsa que podem blindar sua carteira contra a alta da inflação

PUBLICADO EM: 5.4.21 | 13H43
ATUALIZAÇÃO: 5.4.21 | 13H49
Com os índices de inflação acelerando desde o ano passado, os estrategistas do Bradesco BBI listaram 14 ações que podem oferecer proteção em cenário de preços mais salgados à frente
Inflação; IPCA; Boletim Focus;

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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Os índices de inflação estão acelerando desde o ano passado, puxados pela depreciação do real frente ao dólar, alta dos preços das commodities e mudanças significativas na cesta de consumo por conta da pandemia. O último boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, aponta o IPCA, tido como a inflação oficial do país, em 4,80% em 2021, acima do centro da meta do Banco Central de 3,75%. 

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Em meio ao crescente risco de pressão inflacionária, que deve seguir como um tema importante para os investidores no médio prazo, a equipe de estrategistas do Bradesco BBI, liderada por André Carvalho, listou, em relatório da semana passada, 14 ações que podem oferecer proteção em um cenário de preços ainda mais salgados pela frente.

Os papéis foram divididos em três grupos: um) empresas com contratos indexados à inflação; dois) empresas com alto poder de precificação no mercado interno; e três) empresas mais expostas ao ciclo global de negócios. 

No primeiro grupo, eles apontaram setores regulamentados (por exemplo, serviços públicos e estradas com pedágio) shopping centers e algumas outras empresas que são naturalmente protegidas contra a inflação, pois cobram taxas sobre transações vinculadas à inflação. Nesse caso, eles mencionam empresas de pagamentos, bolsas de valores e algumas varejistas online.   

As principais escolhas dos estrategistas nessa primeira parte foram: a geradora de energia renovável Ômega (OMGE3), a elétrica Neoenergia (NEOE3), a operadora de rodovias Ecorodovias (ECOR3), a operadora portuária Santos Brasil (STBP3), a varejista online Enjoei (ENJU3), a empresa de pagamento Stone (listada na Nasdaq) e a bolsa de valores brasileira B3 (B3SA3).

Já no segundo grupo de ações, de empresas com alto poder de precificação no mercado e/ou um ciclo de conversão de caixa positivo, foram destacados os papéis de: BRF (BRFS3) e Alpargatas (ALPA3)

No terceiro grupo, que inclui as empresas mais expostas ao ciclo global, os ativos selecionados foram: Vale (VALE3), Usiminas (USIM5), Suzano (SUZB3), PetroRio (PRIO3), BRF (também mencionada no segundo grupo) e JBS (JBSS3).

Para o Bradesco BBI, a inflação deve atingir um pico de 8% ao ano em meados de 2021 para, depois, iniciar uma trajetória descendente para 4,4% até o fim deste ano e para 3,8% em 2022. No entanto, para que essa queda ocorra, comentaram os especialistas, é necessário que o dólar se estabilize em torno de 5,50 reais, o processo de vacinação, de fato, acelere e os preços das commodities não aumentem muito em dólar.

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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