Exame Invest
Mercados

EUA x big techs: vale a pena investir nas ações agora?

PUBLICADO EM: 24.7.21 | 8H15
ATUALIZAÇÃO: 28.7.21 | 12H56
Relatório da EXAME Gavekal aponta o que significa que Facebook, Google, Amazon e Apple estejam na mira do governo e do Congresso americano

O governo dos EUA tem tentado promover a competitividade no cenário de tecnologia (REUTERS)

Imagem da Editoria Exame Invest
Juliano Passaro

Repórter da Exame



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 3MIN

É normal se deparar com recomendações de investimentos em grandes empresas dos Estados Unidos, principalmente as gigantes de tecnologia, conhecidas como big techs: Amazon, Google, Facebook e Apple. Apesar de as ações dessas empresas terem atingido novos recordes no mês de julho, a campanha judicial e regulatória para o controle do que é avaliado como monopólio dessas empresas está ganhando força.

Mas, afinal, investir nas grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos ainda é uma boa decisão? A analista da Gavekal Research Yanmei Xie explica em recente relatório da respeitada e independente casa de análises macro global, cujo conteúdo é publicado com exclusividade no Brasil graças a uma parceria com a EXAME.

Há cerca de duas semanas, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, comunicou que seu governo iria “estabelecer uma série de esforços e medidas para promover a competitividade” no país. O objetivo é diminuir o apontado monopólio de gigantes de diversos setores da economia.

O governo solicitou à Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) uma rigorosa atenção com as Big Techs, que possuem grande força nas plataformas de internet. Além disso, os projetos de lei antitruste começaram a avançar no Congresso norte-americano.

Quais as consequências de maior controle das Big Techs?

De acordo com Yanmei Xie, especialista em economia e autora do relatório da Gavekal Research desta semana, na pior das hipóteses, a campanha pode levar à dissolução de um -- ou mais -- dos maiores players da tecnologia. Outras duas hipóteses também são possíveis:

  • Interrupção dos negócios de maneira séria;
  • Imbróglios que atrapalharão o crescimento dessas empresas, com a possibilidade do bloqueio de aquisições.

Segundo Xie, a primeira hipótese não deve acontecer no momento, mas é necessário ficar atento às outras duas.

"No momento, a primeira delas é apenas um "tail risk" (algo pouco provável de acontecer). A segunda é provável, mas é uma consideração de longo prazo. O terceiro risco é material e iminente", afirmou Xie.

Polêmicas envolvendo as Big Techs

Em junho deste ano, o Facebook ganhou duas ações -- em que era acusado de monopólio -- relacionadas às aquisições do Instagram e do WhatsApp. A decisão pode ser revisada, mas, caso confirmada novamente, deve desencorajar novos processos parecidos contra gigantes da tecnologia.

Do outro lado da moeda, Google e Amazon também estão envolvidos em problemas recentes com a Justiça. Os dois estão sendo investigados por supostas práticas anticompetitivas. O Departamento de Justiça alega que o Google utiliza acordos exclusivos para suprimir concorrentes de busca online.

Já a Amazon tem sido investigada pela FTC por supostamente prejudicar fornecedores terceirizados que vendem em sua plataforma, a Amazon Marketplace. Um novo projeto de lei do governo de Biden, que está tramitando, quer proibir empresas de tecnologia de favorecerem seus próprios negócios.

Para Yanmei Xie, mesmo sem uma nova legislação nos Estados Unidos em relação às Big Techs, no futuro, esses negócios enfrentarão obstáculos regulatórios cada vez mais assustadores.

Imagem da Editoria Exame Invest
Juliano Passaro

Repórter da Exame


Compartilhe nas redes sociais
Mosaico do rodapé com as cores da Exame