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BofA corta preço-alvo da Vale para US$ 20 e reduz recomendação para neutra

PUBLICADO EM: 22.9.21 | 10H18
Banco também diminuiu as projeções para os preços de minério de ferro, citando um crescimento mais fraco da China
Mineração na S11D; Minério de ferro; Carajás; Vale; Carajás /PA

O BofA ponderou, contudo, que não vê as ações da Vale como "caras" | Foto: Germano Lüders/Exame

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O Bank of America (BofA) cortou preço-alvo da ADR da mineradora Vale (VALE3) de 27 dólares para 20 dólares, ao mesmo tempo em que reduziu a recomendação de "comprar" para "neutra".

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, 22, analistas também diminuíram as projeções para os preços de minério de ferro, citando um crescimento mais fraco da China.

Segundo a instituição, a política de cortes na produção de aço da China enfraquece a demanda por minério de ferro no maior importador global da matéria-prima. Dessa forma, o BofA reduziu a projeção de preço de minério de ferro em 45% para 2022, a 91 dólares por tonelada.

"As políticas de aço da China são baixistas para o minério de ferro. Processamos nossa revisão trimestral global de commodities hoje. Nossa maior mudança de visão está no minério de ferro", afirma o documento.

"Salvo uma mudança nesta postura política, não vemos nenhuma razão para que o minério de ferro não deva ser negociado em queda para um custo marginal (80 dólares/tonelada), especialmente porque as políticas de 'céu azul' se aproximam no início de 2022 para as Olimpíadas de inverno da China", acrescentou, citando plano de Pequim para reduzir a produção de aço e assim diminuir a poluição durante o evento esportivo.

O BofA ponderou, contudo, que não vê as ações da Vale como "caras".

Também nesta quarta-feira, o Jefferies cortou o preço-alvo da ADR da Vale de 25 para 19 dólares. Na última semana, o banco UBS também trocou a recomendação da Vale de compra para venda, citando a queda da commodity como motivo para a revisão.

Os preços do minério de ferro também estão sendo pressionados pelos riscos apresentados no mercado imobiliário na China, maior produtora de aço do mundo, com a crise da dívida do Grupo Evergrande.

No entanto, os contratos futuros do minério de ferro na Ásia se recuperaram nesta quarta-feira, com o contrato de referência da bolsa de Dalian saltando de uma mínima de 10 meses. Ainda assim, restam dúvidas se os ganhos podem ser sustentados devido ao colapso na demanda da China e à melhoria das perspectivas de oferta.

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