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Bolsonaro day, CEO do BB ameaçado e o que mais move o mercado

PUBLICADO EM: 22.2.21 | 7H00
ATUALIZAÇÃO: 22.2.21 | 8H01
ADRs da Petrobras despencam mais de 12% no pré-mercado, enquanto ETF que representa mercado brasileiro supera 4% de queda
O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de sanção do projeto de lei (PL 1.095/2019) que aumenta pena para crimes de maus-tratos a animais.

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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O clima de tensão sobre a interferência política do governo na maior estatal do país se estendeu pelo fim de semana e se intensificou. Após tirar Roberto Castello Branco do comando da Petrobras e nomear um general, o presidente Jair Bolsonaro fez declarações contundentes, sinalizando que novas trocas estão por vir

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Na sexta-feira, as ações da Petrobras (PETR3/PETR4) despencaram cerca de 7% com os investidores temendo que a política de preços da estatal sofresse interferência de Brasília.  Com cerca de 10% de peso no Ibovespa, as ações da companhia foram as principais responsáveis pela queda de 0,64% do índice, que na última semana voltou a acumular perdas no ano. . 

À noite, quando veio a confirmação de que Castello Branco deixaria a empresa, suas ADRs negociadas no mercado americano sofreram um novo baque, caindo mais 7%. Na manhã desta segunda-feira, 22, as perdas no pré-mercado já estão em mais de 14%. Sem conseguir acompanhar a alta do petróleo, as ações da Petrobras começam o dia com queda acumulada de 3,5% em 2021. Do mesmo setor, mas sem depender da vontade do governo, os papéis da PetroRio (PRIO3) já subiram 26% no ano.

Com forte peso sobre o Ibovespa, a queda esperada para os papéis da Petrobras deve impedir qualquer movimento de alta do principal índice da B3, ainda mais considerando sentimento de pessimismo no mercado local. Nesta manhã, o ETF EWZ, que representa o mercado brasileiro nos Estados Unidos, cai mais de 5% no pré-mercado. 

No mercado, investidores temem que uma guinada populista do governo tenha implicações não só sobre ingerências em empresas estatais, mas também no ímpeto por reformas e redução de gastos. Já há quem fale, inclusive, de uma possível saída do ministro Paulo Guedes.

André Brandão ameaçado

No fim de semana, o presidente voltou a tocar no assunto. "Eu tenho que governar, trocar as peças, que porventura, não estejam dando certo. E se a imprensa está preocupada com a troca de ontem (19), na semana que vem teremos mais", afirmou o Bolsonaro.

Segundo coluna do jornalista Lauro Jardim, no O Globo, o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, é o próximo da lista de Bolsonaro. De acordo com a reportagem, seu contrato expira em março e não será renovado.

Brandão e Bolsonaro se desentenderam no início do ano, após o plano de demissão voluntária e redução de agência do Banco do Brasil se tornarem públicos. Na época, o chefe do Executivo tentou tirar Brandão do cargo, mas mudou de ideia após conversas com sua equipe econômica.

Mercado internacional

Com quedas significativas esperadas para esta segunda, nem mesmo o mercado internacional deve aliviar as perdas na B3. Isso porque investidores adotam uma maior cautela, após os recentes recordes nas bolsas estrangeiras. 

Nesta manhã, as bolsas caem cerca de 1% na Europa, enquanto os índices futuros americanos apontam para quedas da mesma magnitude.

Balanços

Em dia que promete ser agitado na bolsa, ainda está programado para esta noite a divulgação dos balanços da CSN (CSNA3), Cteep (TRPL4), Itausa (ITSA4) e Movida (MOVI3).

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Guilherme Guilherme

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