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Brasileiros voltarão a viajar a partir de setembro, prevê CVC 

PUBLICADO EM: 30.4.21 | 6H29
ATUALIZAÇÃO: 30.4.21 | 7H20
Maior empresa de turismo projeta ainda volta das viagens ao exterior em meados de 2022 e prepara lançamento de um programa de agente autônomo do turismo e de um marketplace

Resumo do investidor

1. A CVC é a líder em turismo no país e tem inteligência de análise para antecipar tendências do mercado 2. A estimativa é que as viagens domésticas sejam retomadas com força no último trimestre de 2021 3. E e empresa prepara ações para reforçar os negócios, como um programa de fidelidade multibandeiras

CVC: o “boom” de viagens pelo país será no fim deste ano e vai abranger destinos domésticos como o litoral do Nordeste (Tales Azzi)

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Karla Mamona

Repórter da Exame



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A CVC (CVCB3), maior operadora de turismo do Brasil, se mostra otimista com o setor e acredita que os brasileiros voltarão a viajar a partir de setembro deste ano. Segundo a empresa, o boom de viagens será no final do ano. 

Em entrevista à EXAME Invest, Leonel Andrade, presidente da CVC, afirmou que a recuperação do setor terá início no terceiro trimestre deste ano e será puxada pelo turismo doméstico. “O turismo de lazer será o primeiro a voltar. Em setembro/outubro teremos uma retomada gigantesca. Todo mundo quer viajar. As vendas vão crescer muito rapidamente. No momento em que as pessoas tiverem a certeza de que podem viajar, será uma festa.” 

A perspectiva do cenário depende do andamento da vacinação contra o coronavírus em todo o país. Andrade acredita que, em dezembro deste ano, 70% da população adulta dos centros urbanos do país estará vacinada. “E é justamente a parcela da população que viaja e quer viajar.” 

Em relação às viagens para o exterior, o presidente da CVC aposta que a retomada será em meados de 2022. A expectativa é que a busca por viagens internacionais volte a crescer a partir de maio e junho, com a proximidade do verão no Hemisfério Norte. 

Entretanto ele destaca que a demanda será impactada pelo câmbio. “O dólar pode ajudar ou atrapalhar. Mas temos uma massa de turistas ‘classe A’ que vão para o exterior de qualquer jeito, já que a situação global da pandemia será muito diferente do que é hoje. O cenário será muito mais tranquilo.” 

Já no segundo semestre de 2022, será a vez da retomada do turismo corporativo. Segundo o executivo, neste segmento, o forte serão os retornos de convenções, exposições e grandes feiras.  

“Em 2023 teremos um ano normal. Para o setor de turismo será possível comparar com o ano de 2019 (pré-pandemia). O turismo seguirá muito forte. As pessoas buscam e querem novas experiências.”  

Agente autônomo do turismo

De olho neste público, a CVC lançará uma série de novidades a partir deste ano. Entre elas, um programa de fidelidade focado 100% em viagens e multi bandeiras, com diferentes companhias aéreas, hotéis e destinos. 

Outro lançamento será o programa de agente autônomo de turismo. Este profissional será especializado em turismo e irá oferecer os produtos do portfólio da CVC para os clientes, com a inclusão de serviços adicionais, facilitando as oportunidades, como CRM e outras funcionalidades. A previsão de lançamento é para o final do ano. O programa irá capacitar e instrumentalizar os franqueados da CVC e agências parceiras para vender e assessorar clientes em qualquer lugar.

O terceiro lançamento, previsto para setembro, é um marketplace temático. Trata-se de uma plataforma de produtos temáticos, como viagens voltadas para pessoas com mais de 60 anos, gastronomia e serviços de saúde, entre outros.

Por fim, a CVC terá um programa de sustentabilidade centrado no conceito de viagens mais sustentáveis e conscientes de ponto a ponto, o que, segundo a companhia, contribuirá para o desenvolvimento de regiões turísticas em todo o Brasil. A iniciativa tem previsão de lançamento para o fim de maio.

"Não paramos de operar nenhum dia durante a pandemia. Estamos prontos para atender a demanda que virá. 2021 é o ano da retomada", finaliza Leonel Andrade.

Foto de Karla Mamona da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Karla Mamona

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