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BRF sobe 2% após novo 'block trade' de R$ 401,9 mi

PUBLICADO EM: 2.6.21 | 12H01
ATUALIZAÇÃO: 2.6.21 | 21H00
No mercado, as especulações são de que a Marfrig pode ser o comprador das ações nos leilões realizados ontem e hoje
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BRF tem negociação paralisada na B3 com novo "block trade" milionário | Foto: Victor Moriyama/Bloomberg (Bloomberg)

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com



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As ações da BRF (BRFS3) retomam ao pregão com alta de 2%, após terem tido a negociação paralisada nesta quarta-feira, 2, por cerca de uma hora e meia, em meio a um novo block trade (um leilão agendado no mercado quando um grande investidor quer se desfazer de uma posição significativa de ativos) de 401,9 milhões de reais. O montante equivale a 1,72% do capital da companhia.

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Os papéis da BRF tiveram a negociação congelada às 11h19, quando marcavam alta de 2,23%, em 28,85 reais, e voltaram somente às 12h28.

O leilão, organizado pela corretora do JPMorgan (a mesma usada pela Marfrig para montar uma posição 24% no capital da BRF no mês passado), estava previsto para envolver 13.980.000 ações da BRF, oferecidas a um preço inicial de 28,75 reais, segundo informações da B3. O valor representa um prêmio de 1,9% frente ao fechamento de ontem (em 28,22 reais), mas um pouco abaixo da cotação pré-leilão (28,85 reais).

Na operação, o JPMorgan atuou tanto como intermediário do vendedor quanto do comprador.

No mercado, as especulações são de que a Marfrig (MRFG3) está por trás das compras das ações BRFS3 nesses leilões, assim como fez para atingir nas últimas semanas a posição de 24% na dona da Sadia e Perdigão.

Na última terça-feira, as ações da BRF subiram quase 10%, a maior alta do Ibovespa, também em meio a um block trade envolvendo 23,5 milhões de papéis da empresa, ao preço inicial de 28,75 reais – o mesmo valor fixado hoje – e que teve como intermediador o JPMorgan.

Caso o comprador desses leilões tenha sido de fato a Marfrig, a companhia estaria perto de atingir 30% do capital social da BRF, o que a deixaria muito próxima de atingir o patamar de 33,33%, o que acionaria o poison pill, que a obrigaria a fazer uma oferta pública a todos os acionistas da empresa.

No mesmo horário, os papéis da Marfrig registravam alta de 3,95%, cotados em 19,21 reais, a segunda maior valorização do Ibovespa nesta sessão.

Foto de Paula Barra da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Paula Barra

Repórter de mercados da Exame. Formada em jornalismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Produtos Financeiros e Gestão de Risco pela FIA. Especializada na cobertura do mercado financeiro, com passagens pelo InfoMoney, Empiricus e TradersClub | paula.barra@exame.com


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