Exame Invest
Mercados

BTG Pactual (BPAC11) renova recordes de receitas e lucro líquido no 3º tri

PUBLICADO EM: 9.11.21 | 7H11
ATUALIZAÇÃO: 9.11.21 | 8H40
Maior banco de investimento da América Latina tem captação de R$ 88 bilhões no período e chega ao total de R$ 942 bilhões ao fim de setembro
BTG Pactual

Sede do BTG Pactual em São Paulo: crescimento expressivo em todas as linhas de negócios no terceiro trimestre de 2021 | Foto: Leandro Fonseca/EXAME

Imagem da Editoria Exame Invest
Da Redação

Repórter da Exame



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 4MIN

O BTG Pactual (BPAC11) alcançou novos recordes de receita e lucro líquido ajustado no terceiro trimestre de 2021, segundo o resultado que acaba de ser divulgado nesta manhã de terça-feira, dia 9, antes da abertura do mercado.

As receitas totalizaram 3,845 bilhões de reais no período, com avanço de 55% na base anual e de 2% em relação ao segundo trimestre. O lucro líquido anual chegou a 1,794 bilhão de reais, com altas respectivamente de 77% e 4%.

O lucro líquido superou as estimativas de analistas, que apontavam para um ganho de 1,574 bilhão de reais, segundo a Refinitiv.

O volume de captação do maior banco de investimentos da América Latina foi de 87,7 bilhões de reais de julho a setembro, o segundo maior de sua história, atrás apenas dos 98 bilhões de reais no trimestre anterior (que contou com o volume de 12 bilhões de reais da aquisição da Necton Investimentos).

O estoque total de ativos de terceiros (ativos sob custódia) chegou a 942 bilhões de reais, aproximando-se, portanto, da marca de 1 trilhão de reais. Trata-se de um volume 71% superior ao registrado um ano antes e 7% acima do total ao fim de junho.

“Reportamos resultado recorde em mais um trimestre, também marcado por fortes captações, métricas robustas de capital e liquidez e crescimento do portfólio de crédito com desembolsos de altíssima qualidade", afirmou Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.

"Gostaria de agradecer imensamente aos nossos clientes e parceiros pelo reconhecimento da qualidade do nosso negócio, através dos sete prêmios que nos foram conferidos ao longo desse trimestre”, disse o executivo em referência a premiações de diferentes fontes do setor financeiro para as operações do banco.

O BTG Pactual (do mesmo grupo que controla a EXAME) apresentou também um retorno ajustado anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE anualizado) de 20,1% no terceiro trimestre, enquanto o Índice de Basileia (que sinaliza a saúde financeira de bancos) ficou em 16,1%, o dobro dos 8% exigidos internacionalmente.

Tenha acesso às informações mais relevantes e exclusivas sobre o mercado antes que todo mundo. Leia a EXAME IN

"Diante das condições de mercado voláteis e desafiadoras durante o trimestre, nosso desempenho provou-se sólido e consistente, beneficiado pelas crescentes atividades de clientes – à medida que continuamos ganhando participação de mercado, principalmente no segmento de varejo – somado à nossa maior diversificação de receitas", apontou o banco em seu comunicado sobre o resultado.

Frentes de negócio

A área de Investment Banking obteve 727 milhões de reais em receitas de julho a setembro, renovando o seu recorde. Foi um crescimento de 81% em relação ao mesmo período de 2020.

O resultado colocou o BTG Pactual à frente em todos os rankings da indústria: M&A (fusões & aquisições, na sigla em inglês), ECM (Equity Capital Market, que cuida de operações como ofertas de ações) e, pela primeira vez, DCM (Debt Capital Markets, que cuida de emissões de dívida) Internacional no mercado local, concluindo 40 operações no trimestre.

Outro destaque foi a área de Corporate & SME Lending: a carteira de Crédito Corporativo e PME atingiu 97,6 bilhões de reais, com crescimento de 13% em relação ao segundo trimestre e de 43% em 12 meses. As receitas dessa divisão aumentaram 51% desde o terceiro trimestre de 2020 e atingiram a marca de 642 milhões de reais.

O BTG Pactual também contou com forte contribuição de receitas da área de Sales & Trading, com 1,3 bilhão de reais. O resultado incluiu ganhos com a venda da CredPago para a Loft, operação concluída e aprovada pelos órgãos regulatórios em setembro. O ganho remanescente da operação, na qual o banco se desfez dos 49% que possuía do capital da fintech, impactará o resultado ao longo de 2022 e 2023.

O Asset Management (de gestão de recursos) teve recorde histórico de captação pelo quarto trimestre consecutivo, de 50 bilhões de reais no período, o que levou o total de ativos sob gestão e administração a 542 bilhões de reais.

As receitas, por sua vez, atingiram 291 milhões de reais, com aumento de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A área de Wealth Management & Consumer Banking também registrou recorde de receita de 409,6 milhões de reais, com expansão de 9% no comparativo trimestral e de 75% em relação ao mesmo período de 2020.

Os recursos sob gestão (WuM) atingiram a marca de 400 bilhões de reais ao fim de setembro, montante 80% acima do terceiro trimestre de 2020. A captação fechou o trimestre em 37,7 bilhões de reais, compensando a desvalorização de parte do portfólio com a queda das ações no período.

"Nos últimos trimestres, mudamos de patamar em razão dos nossos investimentos assertivos em tecnologia, parcerias com agentes autônomos (AAIs) sofisticados, prospecção de assessores e aumento da participação de mercado no setor de private banking", destacou o banco no comunicado de resultados.

Imagem da Editoria Exame Invest
Da Redação

Repórter da Exame


Compartilhe nas redes sociais
Mosaico do rodapé com as cores da Exame