Exame Invest
Mercados

BTG tem maior lucro da história com avanço de plataformas digitais

PUBLICADO EM: 10.8.21 | 8H26
ATUALIZAÇÃO: 10.8.21 | 9H58
Banco tem captação líquida recorde de 98 bilhões de reais no segundo trimestre e chega a 880 bilhões de reais sob custódia e gestão
BTG Pactual: lucro recorde reflete novo patamar do banco

Escritório do BTG Pactual em São Paulo | Foto: Leandro Fonseca/Exame

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 2MIN

O BTG Pactual (BPAC11) teve lucro líquido ajustado de 1,72 bilhão de reais no segundo trimestre, representando um crescimento de 74% na comparação anual. O resultado foi o melhor da história do banco. 

O forte desempenho no período refletiu o aumento de receita líquida, que ficou em 3,771 bilhões de reais, quase alcançando a receita de 4 bilhões de reais registrada em todo o primeiro semestre de 2020. 

Na frente de captações, o BTG (do mesmo grupo que controla a EXAME) também bateu recorde, com o ingresso líquido (net new money) de 98 bilhões de reais no período, chegando a 880,3 bilhões de reais sob custódia e gestão.

“Estamos nos beneficiando do nosso modelo de negócio único, no qual a integração das nossas plataformas digitais com nosso modelo tradicional de atacado está permitindo alavancar o alto crescimento e forte rentabilidade”, afirmou o banco no balanço.

Gigante no atendimento a investidores de altíssima renda e institucionais, o BTG tem ampliado sua participação no varejo, com o crescimento orgânico do BTG Pactual digital e também por meio de aquisições. No segundo trimestre, o banco adquiriu a maior casa de análise do país, a Empiricus, com grande penetração entre pessoas físicas. 

Um dos principais destaques do resultado ficou com a frente de banco de investimento, que teve sua maior receita da história, de 685,2 milhões de reais. Impulsionado pelas agendas de IPOs, fusões e aquisições (M&As) de companhias, que seguem aquecidas, o montante ficou 41,7% acima do trimestre anterior.

A maior parte da receita, porém, ficou com a frente de Trading & Sales, que faturou 1,255 bilhão de reais no segundo trimestre, 54,8% a mais do que no primeiro trimestre. O resultado, segundo o banco, foi puxado pelas mesas de câmbio, ações e energia, combinadas com níveis altos de atividades de clientes.

Por outro lado, o banco aumentou suas despesas operacionais em 49% frente ao mesmo período do ano passado. Principal custo do BTG, os bônus aumentaram 50% para 658 milhões de reais. Segundo o banco, o aumento se deve ao maior nível de receita.

“Os bônus são determinados de acordo com nosso programa de participação de lucros e são calculados como porcentagem da receita ajustada ou operacional menos nossas despesas operacionais.”

Os fortes resultados apresentados pelo banco têm sido reconhecidos por investidores: as ações acumulam alta de 34,15% neste ano, o que levou o valor de mercado para o patamar de 154 bilhões de reais.

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com


Compartilhe nas redes sociais
Mosaico do rodapé com as cores da Exame