MERCADOS

CEO do BMG (BMGB4) afirma que foco em 2021 é crescer com rentabilidade

PUBLICADO EM: 9.4.21 | 8H44
ATUALIZAÇÃO: 9.4.21 | 11H56
CEO do banco mineiro, Ana Karina Bortoni Dias, e head de RI falaram dos planos para este ano na edição da semana do programa Papo Aberto, da EXAME Invest Pro

Resumo do investidor

Os principais pontos da entrevista: 1. A CEO do banco BMG diz que o foco é a rentabilidade 2. E que o banco quer manter o crescimento dos últimos anos 3. O pano de fundo é ser um banco digital completo

Ana Karina Bortoni Dias - Presidente do Banco BMG Foto: Leandro Fonseca data: 25/02/2021

Ana Karina Bortoni Dias: uma das convidadas da edição do programa Papo Aberto, da EXAME Invest Pro

Imagem da Editoria Exame Invest
Juliano Passaro

Repórter da Exame



Compartilhe nas redes sociais
GUIA
Em alta

INVISTA 2MIN

No programa Papo Aberto desta quarta-feira, 8, o analista Vitor de Melo, da EXAME Invest Pro, entrevistou a CEO do banco BMG (BMGB4), Ana Karina Bortoni Dias, e o head de Relações com Investidores da instituição financeira, Danilo Herculano. Segundo a CEO do banco mineiro, o foco do BMG em 2021 é crescer com rentabilidade.

Conheça as small caps mais bem avaliadas pelo mercado com as análises da EXAME Invest Pro

"Temos que fazer o cliente ver o nosso banco como o primeiro, para que ele faça os depósitos e os investimentos com a gente. Posso dizer que em 2020 consolidamos o banco digital. E, em 2021, o foco é continuar crescendo, mas com rentabilidade", reforça Ana Karina Dias, que se destaca no mercado por ser a primeira mulher CEO de um banco da América Latina.

Formada em química e mestre em química orgânica, ela conta na entrevista como chegou ao cargo. Em 2010, ao começar a trabalhar na McKinsey & Company, fez uma mudança radical: de uma carreira acadêmica para uma consultoria de alta gestão. Após ser eleita sócia e liderar diversas transformações, assumiu o conselho do Banco BMG em 2019.

BMG (BMGB4): banco digital completo

 

O banco mineiro possui mais de 90 anos de história. Ele é conhecido por ser um dos primeiros do país e pelo pioneirismo na oferta de crédito consignado, que democratizou o acesso a crédito com juros mais baixos.

Por ter uma longa trajetória, o banco passou por um grande processo de digitalização e reforço tecnológico diferente de outras instituições. "Essa transformação envolve evoluir para um banco digital completo", destaca Dias.

Ela explica que isso amplia a missão da instituição de popularizar os serviços financeiros. Afinal, durante o processo, o BMG atraiu uma nova base com foco no digital, sem se desfazer da outra, composta por clientes antigos.

No quarto trimestre de 2020, o BMG abriu 12.400 contas por dia útil, o que totalizou 2,6 milhões de contas digitais abertas. O lucro líquido recorrente do banco mineiro (que exclui efeitos do ágio e eventos não recorrentes) saltou 29,7%, para 96 milhões de reais.

Sobre a abertura de novas contas daqui em diante, Bortoni Dias afirmou que o olhar do banco não é de "desaceleração" neste quesito. "Continuamos crescendo muito. Queremos cada vez mais trabalhar o cliente como um todo. Somamos o crescimento do número de clientes com o trabalho de oferecer o banco completo”, afirma.

Efeitos da pandemia

 

Os executivos que participaram do Papo Aberto esta semana explicaram ainda a diminuição do ROE (Retorno Sobre o Patrimônio Líquido) do BMG.

Para Herculano, a queda no indicador financeiro aconteceu, em partes, por causa da pandemia. Ela freou a principal carteira do banco, e mais rentável, que é a de crédito emergencial. "Rapidamente a administração conseguiu retomar, mas de fato teve esse impacto", disse o head de R.I do BMG.

Veja a íntegra do programa semanal Papo Aberto com o BMG:

Imagem da Editoria Exame Invest
Juliano Passaro

Repórter da Exame


Compartilhe nas redes sociais
Mosaico do rodapé com as cores da Exame