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O novo fantasma que ronda as ações nos EUA, alerta a EXAME Gavekal

PUBLICADO EM: 18.4.21 | 8H25
ATUALIZAÇÃO: 16.4.21 | 23H32
Relatório aponta que aumento de custos de mão-de-obra e de insumos pode pressionar margens das companhias, com reflexos na bolsa
EUA - Bandeira dos Estados Unidos

Empresas americanas retomam nível de atividade com reabertura da economia (Getty Images)

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Juliano Passaro

Repórter da Exame



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Com o apoio político nos últimos meses, o mercado de ações dos Estados Unidos interrompeu o ciclo de grandes oscilações e quedas iniciado em fevereiro do ano passado, quando a pandemia de Covid-19 começou a se agravar no país.

As medidas adotadas pelo governo americano, como estímulos fiscais e os cortes na taxa de juros, deram um fôlego a mais e notou-se uma recuperação nas receitas das empresas. E o grande mercado alcançou novos patamares.

Mas a possibilidade do aumento de custos para as companhias começou a ser debatida por especialistas. É o que analisa Will Denyer, economista da Gavekal Research, em novo relatório da EXAME Gavekal.

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Segundo Denyer, os investidores agora temem que os custos com mão-de-obra, impostos, dívida e materiais aumentem em decorrência da diminuição da ociosidade remanescente na economia.

"É forte a perspectiva de crescimento nominal nos EUA, o que é uma notícia muito boa para as grandes empresas americanas. No entanto, ao longo deste ano, as preocupações com os custos provavelmente aumentarão em várias frentes”, destaca o especialista.

Por enquanto, as perspectivas são favoráveis. “O crescimento das receitas de empresas provavelmente seguirá impulsionando os mercados de ações no curto prazo”, acrescenta Denyer. Os Estados Unidos já vacinaram 42% dos adultos do país contra a Covid-19, o que também serve para deixar o clima mais otimista no país.

De acordo com números oficiais, as vagas de emprego atingiram um recorde em fevereiro.


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A confiança do consumidor também está em alta, assim como as expectativas para a inflação ao consumidor. "Por causa da perspectiva positiva de crescimento, de condições de liquidez que permanecem altamente acomodativas e de valuations relativos mais ou menos neutros para ações, faz sentido permanecer construtivo em relação a ações dos EUA", afirma o economista da Gavekal Research.

O relatório da EXAME Gavekal aponta que o mercado de trabalho dos EUA não está muito longe do ponto em que em 2016 os custos trabalhistas começaram a subir.

Confira 3 riscos para as empresas americanas, segundo o economista Will Denyer:

  • Custos trabalhistas: O mercado de trabalho ainda não está no ponto, mas se recupera rapidamente.
  • Impostos: Recentemente, Joe Biden anunciou seu plano para aumentar os investimentos em infraestrutura e aumentar o imposto de renda corporativo de 21% para 28%. O aumento não será devastador para as empresas médias, mas aumentará o custo de fazer negócios nos Estados Unidos.
  • Custos de materiais: A utilização da capacidade de fabricação já se normalizou, e isso antes de os estoques, que estão em níveis extremamente baixos, serem reabastecidos. Como resultado, os custos dos materiais já estão subindo.

De acordo com Denyer, se os sinais de pressões crescentes nos custos começarem a se acumular, o risco é que, uma vez que os investidores tenham avaliado totalmente a recuperação do crescimento da receita, eles comecem a esperar o aumento dos custos e uma possível compressão das margens de companhias de determinados setores.


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