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CVC, JBS, Magalu, estreia da Kora Saúde e o que mais move o mercado

PUBLICADO EM: 13.8.21 | 7H10
ATUALIZAÇÃO: 13.8.21 | 7H59
Investidores seguem atentos à agenda de resultados e de dados econômicos; BC divulga hoje "prévia do PIB"
JBS

Planta da JBS em Greeley, Colorado | Foto: Chet Strange / Getty Images (Getty Images)

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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Os principais índices de ações apresentam leves altas nesta manhã de sexta-feira, 13, com investidores ainda avaliando resultados corporativos e o aumento de casos de coronavírus na Ásia. Nesta madrugada, Sydney, na Austrália, registrou o maior número de infecções diárias desde o início da pandemia. 

No continente, bolsas como a de Tóquio, Seul e Xangai fecharam em queda, mas o tom negativo não chegou ao Ocidente. No ritmo “devagar e sempre”, o Stoxx 600, na Europa, sobe pelo décimo pregão consecutivo, a caminho de quebrar o rali mais longo desde 1999. No mercado de futuros americanos, os índices S&P 500 e Nasdaq sobem cerca de 0,1%.

Sem grandes divulgações macroeconômicas previstas no exterior, investidores locais devem repercutir o índice de atividade econômica do Banco Central de junho. A expectativa, segundo consenso da Bloomberg, é de que o dado, também conhecido como “prévia do PIB”, tenha alta de 0,55%. O indicador vem de queda de 0,43%, registrada em maio. 

No radar corporativo, o mercado deve reagir aos balanços divulgados na última noite. Entre os principais destaques estiveram os da Magazine Luiza (MGLU3), Natura (NTCO3), Cyrela (CYRE3) e Renner (LREN3), que superaram as estimativas do mercado.

Magazine Luiza

Principal varejista da bolsa, o Magalu teve receita líquida para 9,01 bilhões de reais, acima dos 8,34 bilhões de reais esperados. Na comparação anual, o Ebitda da companhia mais do que triplicou de 147,2 milhões de reais para 465,1 milhões de reais. 

Balanços dos dia

Nesta sexta, Cogna (CONG3), IMC (MEAL3), Embraer (EMBR3) e Ser Educação (SEER3) apresentam resultado antes do início do pregão. À noite, será a vez dos balanços de Cosan (CSAN3), Enjoei (ENJU3), Tecnisa (TECN3), Vivara (VIVA3) e CVC (CVCB3) fecharem a semana.

CVC

Um dos principais nomes quando o assunto é “trade de reabertura”, a CVC divulga balanço em meio ao crescimento de temores com a variante delta e dúvidas sobre a recuperação do setor de serviços. Em um mês, os papéis da companhia acumulam queda de 30%. 

A estimativa de analistas do BTG é de que a empresa apresente 168 milhões de reais de receita contra 3 milhões de reais do mesmo período do ano passado - o mais afetado por restrições de mobilidade. Ainda assim, o banco espera por mais um prejuízo, desta vez na casa de 77 milhões de reais. 

JBS 

A JBS anunciou a apresentação da proposta de aquisição de todas as ações de sua subsidiária Piligrim’s Pride a 26,50 dólares por papel. Na última sessão, as ações da empresa fecharam cotadas a 22,68 dólares na Nasdaq. Com a operação na mesa, os papéis já disparam 12,4% no pré-mercado americano. O objetivo, segundo a JBS, é fechar o capital da Piligrim’s.

Kora Saúde

As ações da Kora Saúde (KRSA3) estreiam nesta sexta na B3, após serem precificados no piso da faixa indicativa, a 7,20 reais. A oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) movimentou 770 milhões de reais. Metade do valor arrecadado, segundo prospecto, deve ser gasto em aquisições, enquanto o restante será destinado à expansão orgânica.

Segunda fase do open banking

Entra em vigor nesta sexta-feira a segunda fase do open banking, dentro do cronograma definido pelo Banco Central. Diferente da primeira fase, considerada um período de testes em que as instituições financeiras abriram informações básicas, como canais de atendimento e serviços oferecidos, na segunda fase os clientes terão um papel ativo no compartilhamento de suas próprias informações.

As pessoas poderão escolher se e com quem vão compartilhar dados como seu histórico de crédito e de transações de suas contas. Com essas informações em mãos, o objetivo é que as instituições financeiras, como bancos e fintechs, possam oferecer produtos personalizados e mais baratos. Isso vai aumentar a competição pelo cliente, que terá acesso a melhores ofertas e custos mais baixos

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com


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