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CVC revela se o brasileiro voltou a viajar e se é hora de investir na ação

PUBLICADO EM: 26.3.21 | 7H09
ATUALIZAÇÃO: 26.3.21 | 7H20
Maior empresa de turismo do país apresenta os resultados trimestrais neste sábado e deve informar os efeitos do agravamento da pandemia nas viagens domésticas
Loja CVC; São Paulo; Primeira Loja; Atendimento, Máscara; Turismo; Vitrine

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Da Redação

Repórter da Exame



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A CVC (CVCB3), maior empresa de turismo do país, divulga os resultados do quarto trimestre de 2020 neste sábado, 27, possivelmente na madrugada. A teleconferência com analistas será na segunda-feira, 29, às 14h.

E a expectativa de investidores e analistas é saber (1) em que dimensão brasileiros voltaram a viajar nos meses finais de 2020, antes do novo agravamento da pandemia, (2) como anda a preservação de caixa e (3) como o modelo de negócios adaptado à nova realidade, com ênfase em viagens de proximidade, está trazendo resultados.

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Ao que tudo indica, investidores têm dado o voto de confiança para a companhia e para as ações, que subiram cerca de 20% nas duas últimas semanas, encerrando o pregão na quinta-feira negociada a 19,19 reais (e alta de 2,68%).

Para a Mirae Asset, o preço-alvo da ação é de 22 reais, o que implica um potencial de valorização próximo a 15%.

No ano, as ações recuam perto de 7%, com as cotações ainda muito abaixo dos níveis pré-pandemia.

A empresa ganhou fôlego extra com a injeção de 700 milhões de reais da parte dos principais acionistas no segundo semestre do ano passado, com o compromisso de 400 milhões de reais adicionais até setembro deste ano. Houve ainda renegociação de dívidas e redução de custos. A CVC investiu também na digitalização das lojas e do atendimento.

Ainda assim, as cotações têm sofrido forte volatilidade nos últimos meses na medida em que saem informações sobre a piora ou a melhora da pandemia e as consequentes medidas de restrição (ou de liberação) à circulação da população e de abertura do comércio e de serviços em destinos turísticos como o litoral do Nordeste.

O CEO da CVC, Leonel Andrade, fez no início do mês um panorama do setor, do qual a CVC é o maior player: afirmou que as viagens estavam se recuperando e chegavam a 50% das vendas na comparação com um ano antes, mas que voltaram a recuar para patamares de 30% a 35% com a volta das restrições à circulação. As declarações foram dadas ao site NeoFeed.

Essa retomada tem sido puxada essencialmente pelo turismo doméstico, que chegaram a vender 70% do que era a demanda um ano antes, até que a segunda onda da pandemia chegasse e derrubasse a demanda.

Ele disse ainda que as viagens corporativas no setor continuaram praticamente inexistentes no fim de 2020 e que não deve voltar à normalidade neste ano ainda; que as viagens ao exterior estavam na mesma situação e que a retomada é algo imprevisível na medida em que depende da disposição de muitos países de abrirem as fronteiras para estrangeiros.

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