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Dasa anuncia oferta de até R$ 5,74 bi e plano para aderir ao Novo Mercado

PUBLICADO EM: 24.3.21 | 10H14
ATUALIZAÇÃO: 24.3.21 | 11H08
Operação pode representar a volta da liquidez dos papéis de um dos maiores grupos de saúde do país, dono de redes como Delboni Auriemo, Lavoisier e Salomão Zoppi
Laboratório Delboni Auriemo.

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e experiência em Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com



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A Dasa (DASA3) anunciou ao mercado na noite de terça-feira, 23, que vai realizar uma oferta pública restrita de ações no valor de 4,258 bilhões de reais. Com a colocação de lotes adicional e suplementar, a oferta pode chegar a 5,74 bilhões de reais.

Se bem-sucedida, a oferta primária (recursos para o caixa da empresa) e secundária (para os acionistas vendedores) representará a volta na prática da Dasa à bolsa.

A empresa tem reduzida liquidez desde 2014, quando os então acionistas controladores e cofundadores Edson de Godoy Bueno e Dulce Pugliese realizaram uma oferta pública de aquisição (OPA) para retirar papeis de circulação.  Atualmente, as ações movimentam apenas 61.000 reais por dia em média.

A empresa segue sob o controle de Dulce Pugliese (Edson morreu em 2017), com os filhos Camilla e Pedro -- que é o presidente da Dasa desde 2015 -- como acionistas relevantes.

O fato relevante informa ainda que a companhia, uma das maiores do setor de saúde e líder no segmento de prestação de serviços -- como os de laboratórios e análises clínicas --, pretende ingressar no Novo Mercado da B3, o segmento com padrões mais elevados de governança. A Dasa é dona das marcas Alta, Delboni Auriemo, Lavoisier, Salomão Zoppi e Cytolab, entre outras.

Para tanto, a Dasa vai aumentar a fatia de ações em circulação (free float) dos atuais 0,59% para 14,10% do capital social (contando com as ações adicionais, mas não as suplementares) por meio da oferta restrita.

As regras do Novo Mercado exigem que 25% do capital social estejam em circulação, mas abre a possibilidade para que essa fatia seja de 15% desde que atendidos alguns critérios, como a realização de oferta pública no período de 18 meses e que o volume médio diário de negociação seja superior a 25 milhões de reais.

Nesse caso, o fato relevante informa que a Dasa vai solicitar um pedido de dispensa à B3 para ter o volume em free float entre 10% e 15% e o compromisso de chegar a 15% em três anos. Se a B3 não aceitar, a oferta será cancelada.

Condições da oferta

A oferta será destinada apenas a investidores profissionais, ou seja, com pelo menos 10 milhões de reais já aplicados no mercado, além de acionistas devidamente habilitados. O prazo para reserva é o dia 1º de abril, com a fixação do preço no dia 6 e início da negociação dos papeis no dia 8.

O valor de 4,258 bilhões foi estimado com base na colocação de 57 milhões de ações ao preço de 74,70 reais por ação, no ponto médio da faixa indicativa.

Os recursos serão destinados para promover crescimento orgânico e por meio de aquisições, para o pagamento da aquisição do Grupo Leforte -- anunciada em dezembro passado por 1,77 bilhão de reais -- e para capital de giro.

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e experiência em Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com


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