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Depois de IPO e alta de 30% na estreia, TC mira investidor institucional

PUBLICADO EM: 29.7.21 | 9H08
ATUALIZAÇÃO: 29.7.21 | 9H09
Segundo fontes de mercado, TC também planeja aquisições em áreas como conteúdo de notícias e aplicativos com recursos levantados no IPO, que movimentou R$ 607 milhões
Cerimônia de estreia do TC na bolsa brasileira

Cerimônia de estreia do TC na B3 no dia 29 de julho de 2021; a partir da esquerda: Javier Ramacciotti (CTO), Omar Ajame (presidente do Conselho de Administração), Guillermo Parra-Bernal (diretor da TC Mover e membro do conselho), Pedro Albuquerque Filho (sócio-fundador e CEO), Edison Ticle (membro independente do conselho), Rafael Ferri (sócio-fundador) e Israel Massa (sócio-fundador e CFO) | Foto: Cauê Diniz/B3

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos (C6 Bank) e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com



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Antes de entrar com o pedido de abertura de capital na bolsa brasileira, o TC (conhecido anteriormente como TradersClub) tinha uma inspiração: o IPO da Coinbase na Nasdaq, realizado em abril. O objetivo: fazer da oferta pública inicial um evento capaz de acelerar de forma expressiva a base de clientes, pegando carona na ampla exposição.

Na primeira semana como empresa pública nos Estados Unidos, a maior corretora de criptoativos do mundo teve 2,7 milhões de downloads do seu aplicativo, um crescimento de cerca 300% em relação à média então vigente.

O TC, a maior plataforma social de conteúdo e serviços para o investidor do país, aposta no chamado efeito de rede, multiplicando o alcance e os benefícios de seu ecossistema por meio do engajamento da base crescente de usuários.

Para tanto, conta com o social como seu principal pilar de crescimento, segundo informações passadas a investidores durante o road show para a abertura de capital -- a empresa está em período de silêncio.

O plano também inclui ações comerciais que começaram a entrar em prática ontem mesmo, quarta-feira, 28 de julho, como a isenção temporária da cobrança do seu principal pacote de serviços e produtos, o TC Master.

Foi um dia coroado com uma valorização de 30,2% no preço da ação em relação ao que havia sido fixado no IPO. O papel estreou negociado a 9,50 reais, disparou mais de 10% logo na primeira hora e encerrou a 12,41 reais.

Ao menos nessa frente, a valorização de 30,2% já guardou semelhanças com a estreia da Coinbase: as ações da corretora de criptoativos subiram 31,2% no primeiro dia de negociação.

Enquanto coloca em prática o seu plano de expansão em cima do IPO, o TC também mira a diversificação de seu público potencial, segundo também revelou a investidores durante o road show para apresentar a empresa.

O equivalente a 60% dos recursos líquidos levantados na oferta 100% primária -- em que os recursos vão para o caixa da companhia, e não para o bolso dos sócios -- serão destinados a aquisições (M&A), segundo consta do prospecto para o IPO. A oferta movimentou 607 milhões de reais.

Outros 20% serão utilizados para investimentos no desenvolvimento da plataforma, e os demais 20%, em marketing.

Na frente de M&A, segundo relatos de investidores e outras pessoas que tiveram acesso ao road show, estão na mira empresas que possam contribuir para agregar serviços ou produtos ao ecossistema já existente. Isso inclui de sites de conteúdo de notícias de investimento, economia e negócios a aplicativos com bases significativas de clientes.

O objetivo é potencializar e diversificar as fontes de receita, que hoje se concentram na venda de assinaturas de conteúdo, serviços e cursos, sempre na área de investimento.

Ao mesmo tempo em que reforça a estratégia para o investidor de varejo, que responde por 100% de sua base atual de 473 mil usuários -- segundo o prospecto atualizado -, o TC se prepara para entrar em uma nova vertical de negócios: o investidor institucional, como gestoras, no segmento B2B. Segundo informações reveladas a investidores no road show, cerca de 70% das assets do país já são clientes da plataforma, mas por meio de contas na pessoa física.

São planos ambiciosos para uma companhia que já apresenta métricas de crescimento aceleradas. Os 473 mil usuários registrados representam um avanço de quase 400% em relação ao fim de 2019, antes da pandemia. Em relação ao fim do ano passado, a alta é de 84%.

A receita líquida recorrente, por sua vez, mais do que dobrou na comparação anual: chega atualmente a 89 milhões de reais, acima dos 40,1 milhões de reais em 2020. Os números pro-forma incluem a Sencon, plataforma de cálculo de valores para o pagamento de tributos com ações e para a emissão do Darf, adquirida em abril.

"Chegamos à B3 com uma carga de responsabilidade muito maior. São centenas de milhares de investidores que usam o TC todos os dias para investir melhor, aprender e debater sobre mercados. Antes do TC, esses investidores não tinham essa oportunidade”, disse Pedro Albuquerque, CEO e um dos sócios-fundadores do TC -- os outros são Israel Massa e Rafael Ferri -- em discurso na cerimônia de estreia na B3, na manhã de quarta-feira.

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e passagens por Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos (C6 Bank) e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com


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