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Desemprego americano, fusão de JSL e Tegma e o que mais move o mercado

PUBLICADO EM: 2.7.21 | 7H10
Bolsas oscilam próximas da estabilidade em meio à cautela antes de divulgação do payroll

Caminhão da JSL: controladora propõe fusão com a Tegma | Foto: JSL/Divulgação

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Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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Os principais índices internacionais operam sem uma direção definida, enquanto investidores esperam pelos dados do relatório oficial de empregos não agrícolas dos Estados Unidos, o payroll. 

Considerado o dado mais importante da economia americana, o payroll deve revelar a criação de 700.000 empregos em junho, segundo o consenso de mercado. O número será divulgado às 9h30 junto com a taxa de desemprego americana, para a qual é esperada uma queda de 5,8% para 5,7%. 

Números mais fortes do que os estimados devem reforçar o otimismo sobre a recuperação da maior economia do mundo, mas também podem aumentar as expectativas de redução dos estímulos monetários por parte do Federal Reserve (Fed). 

Para analistas do ING, um payroll mais fraco pode ter efeitos positivos em ativos de risco. “Certamente parece que o mercado terá aumentado a sensibilidade ao número, uma vez que o Fed usará o payroll em seu benchmarking para saber se o ‘progresso substancial’ foi alcançado na recuperação para justificar a redução das compras de ativos”, afirmam em relatório desta manhã.

No mercado, há alguma expectativa de que o anúncio da redução de compras de ativos fique para o fim de agosto, quando o presidente do Fed, Jerome Powell, participará do Simpósio de Jackson Hole. Até lá, no entanto, haverá mais uma reunião de política monetária, no fim de julho. 

Produção industrial

No Brasil, o principal indicador econômico ficará a cargo da produção industrial de maio, divulgado pelo IBGE. A expectativa é de alta mensal de 1,7% ante a perda de 1,3% registrada em abril. Na comparação anual, o mercado espera por um crescimento de 25%, levando em consideração a fraqueza da indústria em maio do ano passado, quando havia maior restrição de mobilidade para o enfrentamento da pandemia. 

JSL e Tegma

O conglomerado Simpar (SIMH3) informou que sua subsidiária JSL enviou à Tegma (TEGM3) um pedido de combinação de negócios. Segundo fato relevante, a fusão das duas empresas criaria uma companhia com receita bruta de 6,1 bilhões de reais. 

A Simpar vê possíveis ganhos de sinergia, com diluição de custos fixos e cross-selling através da maior oferta de serviços da JSL para os clientes da Tegma. A holding também acredita que a combinação de negócios “contribuirá para o acesso ao mercado de capitais pela companhia combinada, sustentando aa genda de crescimento orgânico e por aquisições, em linha com o planejamento estratégico da JSL.”

Iguá desiste de IPO

A Iguá Saneamento informou na última noite que seus planos de abrir capital na B3 foram por água abaixo. Segundo comunicado entregue à CVM, a empresa manterá seus acionista e o mercado informados sobre eventual decisão de iniciar nova oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). A empresa não informou o motivo da desistência. 

Inter

O Banco Inter (BIDI11) concluiu a aquisição de 50% da IM Designs Desenvolvimento de Software. O contrato de compra e venda havia sido firmado em abril deste ano. 

MRV 

A MRV (MRVE3) concluiu a venda de dois empreendimentos localizados na Flórida pelo valor geral de vendas de 78,5 milhões de dólares. O recebimento líquido da empresa foi 37 milhões de dólares e lucro bruto de 17,8 milhões de dólares

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