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Dólar tem pior desempenho no mundo com temor fiscal; BC faz leilão

PUBLICADO EM: 19.10.21 | 9H50
Investidores temem que as discussões sobre auxílios resultem no rompimento do teto de gastos --tido como âncora fiscal do Brasil
Dólar; Câmbio; Dólares

Dólar: segue em alta e superra 5,57 reais na máxima (Getty Images)

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O dólar tinha firme alta nesta terça-feira, superando 5,57 reais na máxima, com o mercado reagindo mal a notícias sobre debates em Brasília em torno de mais gastos com benefícios sociais, num dia em que o Banco Central faz o primeiro leilão de moeda spot desde março.

Investidores temem que as discussões sobre auxílios resultem no rompimento do teto de gastos --tido como âncora fiscal do Brasil--, o que golpearia um já fragilizado cenário para as contas públicas no país.

Na segunda-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), sinalizou em entrevista ao site da revista Veja discussão de um programa social fora do teto de gastos públicos.

Lira defendeu que, diante dos impactos sociais provocados no Brasil pela pandemia de Covid-19, não se pode priorizar a responsabilidade fiscal e o respeito ao teto de gastos em detrimento das necessidades da população mais vulnerável.

O noticiário sobre a PEC dos precatórios, que pode ser votada em comissão especial da Câmara ainda nesta terça, também atraía atenção de operadores. A PEC é uma contrapartida para a criação do Auxílio Brasil, programa que o governo quer que substitua o Bolsa Família.

Às 9h32, o dólar negociado no mercado spot subia 0,55%, a 5,5505 reais. Na máxima, foi a 5,5750 reais (+0,98%).

Foi no dia em que o dólar rondou os níveis de 5,57 reais, na quarta-feira passada, que o Banco Central fez o primeiro de uma série de leilões de novos contratos de swap cambial no mercado. Apenas na véspera o Bacen injetou no mercado 1,2 bilhão de dólares, que não conseguiram impedir que o dólar fechasse em alta de mais de 1%.

O real tinha o pior desempenho de uma lista de quatro divisas que perdiam para o dólar nesta manhã. Outros 29 pares se valorizavam, alguns dos quais de perfil próximo ao da moeda brasileira, como peso mexicano (+0,3%) e rand sul-africano (+0,7%).

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