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Dotz cresce 62% em GMV no 1º tri e antecipa oferta restrita nesta semana

PUBLICADO EM: 18.5.21 | 8H43
ATUALIZAÇÃO: 18.5.21 | 8H50
Empresa de tecnologia com super app deve precificar até sexta a ação, depois de alterar a rota prevista para oferta pública; marketplace e serviços financeiros ampliam fatia nas receitas

Super app da Dotz: empresa superou a marca de 1 milhão de downloads ao fim do primeiro trimestre

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e experiência em Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com



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A Dotz divulgou os seus resultados do primeiro trimestre. A empresa de tecnologia que une as verticais de marketplace, serviços financeiros e loyalty em uma plataforma digital divulgou crescimento de dois dígitos em diferentes métricas, ao mesmo tempo em que deve antecipar para esta semana a conclusão da oferta restrita para a sua estreia na B3, segundo fontes a par das operações disseram à EXAME Invest.

A expectativa é movimentar de 500 milhões a 600 milhões de reais, dos quais 500 milhões seriam para a oferta primária, na qual os recursos vão para o caixa da companhia.

Os investidores-âncora são o Ant Financial, o braço de serviços financeiros do Alibaba, o SoftBank, a Farallon Capital e a VELT Partners. O fechamento do book de pedidos deve acontecer nesta quarta, com precificação até sexta. Se tudo ocorrer dentro do previsto, a estreia da Dotz na B3 será na próxima semana, segundo as mesmas fontes.

Um dos destaques do resultado trimestral foi o crescimento de 62% no GMV (volume bruto de mercadorias) no marketplace, que atingiu a marca de 59,1 milhões de reais. A frequência de compra do usuário subiu 29%, segundo o resultado divulgado nesta segunda, 17.

Os dois pilares que monetizam a base de 48 milhões de contas, que são o marketplace e o chamado tech fin, tiveram crescimento de 45% em participação do faturamento, saltando para cerca de 20% do total.

Outro destaque do resultado foi o aumento de 90% no número de cartões co-branded em 12 meses, para um total de 170 mil. O volume total de pagamentos chegou a 953 milhões de reais, com alta de 116% na base anual.

A receita líquida ficou estável em 25 milhões de reais, enquanto o Ebitda (a geração de caixa operacional) fou negativo em 8,3 milhões de reais, como reflexo do aumento de despesas comerciais. São métricas apontadas por analistas como secundárias em empresas de rápido crescimento, como startups e fintechs, ainda que a chegada à bolsa deva elevar a pressão de investidores por resultados também nessa frente de indicadores.

A previsão inicial dos controladores da Dotz, os irmãos Roberto e Alexandre Chade, era concluir a oferta restrita em até 60 dias, mas isso foi antecipado com a confirmação dos investidores que vão ancorar a operação e as exigências regulatórias mais brandas da chamada oferta 476.

A Dotz planejava realizar uma oferta pública inicial (conhecida pela sigla IPO) que seria concluída na semana passada, mas as condições incertas do mercado levaram os controladores a desistir e a optar pela oferta restrita.

No plano original do IPO, a expectativa era movimentar 800 milhões de reais, considerando o meio da faixa indicativa de preços para a ação.

Foto de Marcelo Sakate da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Marcelo Sakate

Editor da EXAME Invest, jornalista com MBA em Mercado de Capitais e experiência em Folha de S. Paulo, Veja, 6 Minutos e CNN Brasil | marcelo.sakate@exame.com


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