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Economia

EUA cria 531 mil empregos em outubro; taxa de desemprego cai a 4,6%

PUBLICADO EM: 5.11.21 | 10H11
ATUALIZAÇÃO: 5.11.21 | 10H17
O relatório somou-se ao aumento da confiança do consumidor e à atividade do setor de serviços para sinalizar um cenário econômico mais favorável
Cartaz anunciando vaga de emprego na Flórida, EUA

EUA: Economistas consultados pela Reuters esperavam abertura de 450 mil vagas (REUTERS)

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A criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos aumentou mais do que o esperado em outubro, conforme as infecções por Covid-19 durante o verão no Hemisfério Norte diminuíam, oferecendo mais evidências de que a atividade econômica está recuperando o fôlego no início do quarto trimestre.

Foram criados 531 mil postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, informou o Departamento do Trabalho em seu relatório de empregos nesta sexta-feira. Os dados de setembro foram revisados para cima para mostrar abertura de 312 mil vagas, em vez das 194 mil relatadas anteriormente.

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Economistas consultados pela Reuters esperavam abertura de 450 mil vagas. As estimativas variaram de 125 mil a 755 mil postos de trabalho. A escassez de trabalhadores persistiu, mesmo com o fim dos benefícios a desemprego financiados pelo governo dos EUA no início de setembro e a reabertura das escolas para as aulas presenciais.

Ainda assim, o relatório somou-se ao aumento da confiança do consumidor e à atividade do setor de serviços para sinalizar um cenário econômico mais favorável, depois que a variante Delta do coronavírus e a escassez de bens em toda a economia limitaram o crescimento ao seu ritmo mais lento em mais de um ano no terceiro trimestre.

A taxa de desemprego caiu para 4,6%, ante 4,8% em setembro. Enquanto as empresas desejam desesperadamente contratar, milhões de pessoas continuam desempregadas e fora da força de trabalho.

Essa desconexão do mercado de trabalho foi atribuída às necessidades de cuidado durante a pandemia, temores de contrair o coronavírus, aposentadorias precoces, poupanças generosas e mudanças de carreira, bem como ao envelhecimento da população e aos benefícios a desempregados que foram encerrados recentemente.

Como há muitas pessoas que se mudaram das cidades durante a pandemia e ainda não voltaram, também pode haver uma incompatibilidade entre os postos de trabalho abertos e a localização.

Havia 10,4 milhões de vagas não preenchidas até o final de agosto. Cerca de cinco milhões de pessoas deixaram a força de trabalho desde o início da pandemia.

O chair do Federal Reserve, Jerome Powell, disse a repórteres na quarta-feira que "esses impedimentos à oferta de trabalho devem diminuir com mais progresso na contenção do vírus, sustentando os ganhos no emprego e na atividade econômica".

O Fed anunciou que começará a reduzir suas compras mensais de títulos neste mês.

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