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Fed não deverá subir os juros em 2022, diz Goldman

PUBLICADO EM: 11.10.21 | 13H12
ATUALIZAÇÃO: 11.10.21 | 15H35
Embora se espere que a redução gradual das compras de ativos seja anunciada na próxima reunião do Fed, esse processo levará meses, comenta Jan Hatzius, economista-chefe do banco
Homem passa por logo do Federal Reserve em Washington, Estados Unidos

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Bloomberg



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(Bloomberg) – O crescimento mais lento dos EUA no próximo ano significará que o Federal Reserve levará tempo para elevar os juros, de acordo com o economista-chefe do Goldman Sachs.

Embora se espere que a redução gradual das compras de ativos seja anunciada na próxima reunião do Fed, esse processo levará meses e os juros não subirão até 2023, disse Jan Hatzius, em entrevista à Bloomberg Television na segunda-feira.

“O que acontece quando você entra em 2022 e eu acho que vai ser uma narrativa de desaceleração mais cíclica também com quedas na inflação”, afirmou ele a Tom Keene e Jonathan Ferro. “Nesse ambiente, não acho que eles vão passar diretamente para a alta dos juros” e qualquer decisão seria dependente de dados econômicos.

Inflação atual e projetada para EUA, Zona do Euro, Japão, Reino Unido e Canadá (Bloomberg/Bloomberg)

O Fomc manteve as taxas perto de zero em sua reunião de setembro e disse que o início da redução das compras de ativos, hoje em US$ 120 bilhões por mês, “pode ser garantido em breve” se a economia continuar a progredir. O presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizou que o processo já poderia começar na reunião de 2 a 3 de novembro.

Dados de setembro, publicados na semana passada, mostraram que a criação de vagas de trabalho registrou o menor avanço deste ano nos EUA.

O Goldman Sachs cortou sua previsão de crescimento para o próximo ano.

“No curto prazo, acho que há alguns motivos para esperar um crescimento mais forte”, disse ele. “Mais adiante, acredito que o crescimento será significativamente mais lento.”

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