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Fundo Zarathustra, da Giant Steps, fará última grande captação em março

PUBLICADO EM: 6.2.21 | 8H00
ATUALIZAÇÃO: 6.2.21 | 0H38
O fundo Giant Zarathustra, um dos carros-chefes da gestora Giant Steps, vai reabrir para sua última grande fase de captação a partir do dia 1º de março. O fundo está fechado desde a metade de 2019 e realizou uma abertura pontual no ano passado. Conheça os fundos mais indicados para o seu perfil de investir. […]
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O fundo Giant Zarathustra, um dos carros-chefes da gestora Giant Steps, vai reabrir para sua última grande fase de captação a partir do dia 1º de março. O fundo está fechado desde a metade de 2019 e realizou uma abertura pontual no ano passado.

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Desta vez, a gestora inicia uma fase de captação ao redor de 2 bilhões de reais para a sua estratégia, o que inclui o Zarathustra e o “irmão” mais novo do fundo, com dois terços da volatilidade, o Giant Darius.

Quando atingir o chamado capacity, ou seja, o teto para novos aportes, os dois fundos serão fechados sem prazo para novas reaberturas. As informações foram confirmadas pela gestora à EXAME.

A abertura do Zarathustra será feita em todas as plataformas em que é distribuído atualmente, o que inclui o BTG Pactual Digital, além de XP e Órama. Uma vez fechados os fundos, novas aberturas serão feitas de maneira pontual, com um capacity bem mais limitado – e, ainda assim, não há previsão de que isso ocorra tão cedo após essa fase.

A decisão de fechar os fundos ocorre após avaliações internas da gestora em relação ao custo médio de transação, de maneira que os produtos possam crescer de forma controlada, sem afetar a capacidade da gestora de realizar as estratégias ou elevar substancialmente os custos para os cotistas.

A Giant Steps é uma casa formada da fusão da então Giant Steps Capital com a Zeitgeist Tech Investimentos. O grupo iniciou as atividades em conjunto em março de 2015 sob o nome Visia Investimentos, na figura dos seus fundadores: os engenheiros de produção Christian Iveson e Flavio Terni, o engenheiro aeronáutico Jorge Larangeira e o engenheiro elétrico Rodrigo Terni (irmão de Flavio).

A casa é especialista no uso de abordagem sistemática nos fundos, isto é, com uso de algoritmos para “ler” e interpretar a massiva quantidade de informações do mercado e, a partir daí, definir as posições dos fundos.

Os sócios da casa, porém, costumam rejeitar a pecha de “gestora quantitativa” por acreditarem que essa não é a forma correta de classificar a casa, já que se trata somente de uma abordagem diferente dentro da indústria de fundos multimercados macro, um tema que já foi debate em podcast e também em live realizados pela EXAME.

Entre as estratégias da casa estão o Zarathustra e o Darius, dedicados a explorar os momentos de irracionalidade de preços e oscilações abruptas do mercado, com alta volatilidade, e também os fundos Sigma e Axis, dedicados a explorar melhor os períodos de estabilidade e racionalidade de preços, com volatilidade menor e tendências mais definidas.

A diferença entre os fundos é o nível de volatilidade deles, que muda do Darius para o Zarathustra e também no caso do Axis, que tem metade do risco do Sigma. A gestora trabalha ainda com um fundo de previdência, o Giant Previdência, que combina o Zarathustra e o Sigma para entregar retornos de longo prazo.

O Zarathustra tem uma taxa de administração nas plataformas de 0,95% ao ano com 27,5% de taxa de performance, cobrada de acordo com o excesso gerado pelo fundo contra o CDI. Já o fundo Darius tem o tradicional 2 com 20 (2% ao ano de administração com 20% de performance), também sobre o CDI. A aplicação inicial mínima para o Zarathustra é de 10 mil reais na maioria das corretoras, enquanto o Darius tem aporte mínimo inicial de 500 reais.

Desde o início, em março de 2012, o Zarathustra já rendeu 278,6%, ante 109,97% do CDI no intervalo; já o Darius, criado em novembro de 2018, teve valorização de 12,12% desde então, contra 10,12% do CDI, conforme dados da Quantum Axis.

*Juliana Machado é especialista em fundos de investimento da EXAME Research.

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