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Ibovespa supera 130 mil pontos pela primeira vez na história

PUBLICADO EM: 4.6.21 | 10H23
ATUALIZAÇÃO: 4.6.21 | 16H08
Dados de emprego dos EUA decepcionam, impulsionando bolsas e derrubando dólar

Resumo do investidor

Às 15h05: - Ibovespa tem alta de 0,10%, aos 129.743 pontos - Dólar comercial recua 0,67% e é negociado a 5,050 - EUA: Dow Jones tem alta de 0,43%, S&P 500 sobe 0,81% e Nasdaq avança 1,47%

B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

Foto: Germano Lüders/Exame

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada

Repórter de mercados, passou pelas redações da revista Capital Aberto e rádio BandNews FM | beatriz.quesada@exame.com



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Dando sequência ao rali que já dura seis pregões, o Ibovespa virou para alta nesta sexta-feira, 4, volta do feriado de Corpus Christi. Às 15h50, o principal índice da B3 operava em alta de 0,34%, aos 130.043 pontos. É a primeira vez que o índice supera a marca dos 130.000 pontos na história. Se o Ibovespa mantiver o ritmo de ganhos até o final da sessão, este será o quinto dia consecutivo em que o índice quebra o próprio recorde.

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No campo positivo, a bolsa brasileira é influenciada pelo otimismo no exterior. Por lá,  investidores reagem à divulgação dos dados de emprego nos Estados Unidos em maio, o payroll (em inglês). Foram criadas 559.000 vagas líquidas (contratados menos demitidos), abaixo da estimativa de 674.000 estimada pelo consenso da Bloomberg. Em abril, foram criadas 266 mil vagas.

A leitura do mercado é de que a recuperação da economia americana ainda não se reflete tanto no mercado de trabalho. Isso pode levar o Federal Reserve (o Fed, o banco central americano) a segurar por mais tempo a taxa de juros próxima a zero e os programas de estímulo à economia, o que por sua vez é uma boa notícia para o investimento em ações e a tomada de risco por parte dos investidores.

Como resultado, os índices futuros americanos operam em alta. O Dow Jones

avança  0,50%, enquanto o S&P 500 tem ganhos de 0,88%. Já o índice de tecnologia Nasdaq sobe 1,48%. Vale lembrar que as empresas de tecnologia -- altamente dependentes de empréstimos para alavancar crescimento -- são as maiores beneficiárias da política de juros baixos.

O movimento impulsionou também as bolsas da Europa, que fecharam majoritariamente em alta. O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,39% para uma nova máxima de fechamento de 452,57 pontos, tendo mais cedo na sessão batido a máxima histórica de 452,71 pontos. Na semana, o índice subiu 0,8%.

O dólar também perde terreno com o aumento do apetite a risco pelo mundo. O Dollar Index (DXY), que compara o desempenho do dólar com outras moedas de países desenvolvidos, cai 0,41%. Contra o real, a moeda americana recua 0,88% e é negociada a 5,040. 

Destaques

Na bolsa, as ações que puxam o Ibovespa para o azul são os papéis da Petrobras (PETR3/PETR4) e dos grandes bancos. No setor bancário, as units do Santander (SANB11) são destaque e sobem 3,23%. Na sequência, o Itaú (ITUB4) tem alta de 2,40%. 

Já os papéis da petroleira avançam em torno de 2% com a alta da commodity no mercado internacional. Nesta sexta, o petróleo Brent sobe 0,63% e o WTI tem alta de 1%, na esteira da expectativa pela recuperação das economias e da demanda.

Em variação, as maiores altas ficam empresas que podem se beneficiar da reabertura econômica do Brasil. As ações da CVC (CVCB3) disparam 8,20%, seguidas pelas da Multiplan (MULT3), que avançam 4,53%.

Para o minério de ferro, no entanto, o cenário deixou de ser tão favorável, e a commodity caiu 1,73% no porto de Qingdao, para 207,35 dólares a tonelada. Com o recuo, as siderúrgicas Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3) ficam entre as maiores baixas do dia, recuando, respectivamente, 2,73% e 2,04%. A Gerdau Metalúrgica (GOAU4) lidera as perdas do índice e recua 2,87%.

A Vale (VALE3) também registra perdas e recua 1,82%, segurando a alta do Ibovespa. No caso da mineradora, existe um agravante operacional. A companhia recebeu hoje uma notificação para a interdição da atividade em áreas próximas à barragem do Xingu. A companhia informou que a restrição terá um impacto estimado de 33 mil toneladas de finos de minério de ferro por dia. 

Outra a operar em queda é a BRF (BRFS3), que recua 3%. As ações da empresa caem após a confirmação, na véspera, de que a Marfrig (MRFG3) elevou sua participação na BRF aproximadamente de 31,66%. Os papéis da Marfrig recuam 2,80%.

A companhia manteve o posicionamento de que se trata de um investimento passivo e de que não pretende interferir na BRF. A Marfrig afirmou que não tem intenção de eleger membros para o conselho de administração e que não celebrou quaisquer contratos ou acordos que regulem o exercício de direito de voto.

Ainda assim, o movimento traz incerteza para os papéis da dona das marcas Sadia e Perdigão. “Ruídos de governança envolvendo a aquisição das ações da BRF pela Marfrig podem causar volatilidade nas ações da BRF, principalmente ao se aproximar a data da assembleia em abril de 2022”, afirmam analistas da Ativa Investimentos em relatório.

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