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Ibovespa sobe seguindo alta das ações da Vale; Eletrobras avança 7%

PUBLICADO EM: 11.5.21 | 12H30
ATUALIZAÇÃO: 11.5.21 | 17H18
Empresas de tecnologia seguem entre as maiores quedas do pregão repercutindo os temores de inflação nos Estados Unidos

Resumo do investidor

Às 15h30: - Ibovespa registra leve alta de 0,15%, aos 122.091 pontos - Dólar volta a cair frente ao real e opera em leve queda de 0,08%, a 5,228 reais - EUA: Dow Jones recua 1,36%, S&P 500 tem queda de 0,94% e Nasdaq cai 0,04%

B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

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Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

Repórteres da Exame



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O Ibovespa registra leve alta nesta terça-feira, 11, após passar toda a manhã em queda, refletindo a preocupação internacional sobre a inflação americana. O tom, porém, melhorou com a volta de discussões sobre privatizações em Brasília e com a ajuda das ações da Vale (VALE3), que puxam a alta do índice. Às 15h30, o Ibovespa subia 0,15%, aos 122.091 pontos.

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Impulsionada pela apreciação do minério de ferro, que voltou a subir na China após ter disparado 10% no início da semana, as ações da Vale avançam 2,49%. A valorização é acompanhada pelos papéis da siderúrgica Gerdau (GGBR4), que sobem 1,8%.

A forte alta das commodities e injeções de dinheiro na economia global, no entanto, vêm aumentando a percepção de inflação nos Estados Unidos, onde as bolsas recuam antes da divulgação do índice de preços ao consumidor (IPC) americano nesta quarta-feira, 12.

"A expectativa de inflação nos Estados Unidos está muito elevada. Com a inflação mais alta, os governos precisam adotar uma política de juros maiores para tirar o dinheiro da economia e colocar em títulos públicos, em renda fixa", comenta Davi Lelis, sócio da Valor Investimentos.

O temor dos investidores é de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) decida conter a inflação subindo as taxas de juros antes do esperado. O Fed, por outro lado, tem defendido que a inflação será transitória, o que manteria as taxas de juros próximas de zero.

Apesar das preocupações, as ações de tecnologia, que mais sofrem com esse movimento, vêm demonstrando alguma reação no mercado americano. Por lá, o índice Nasdaq - com maior concentração de papéis do setor - passou da pior performance entre os índices americanos para a melhor no início desta tarde, em queda de apenas 0,04%. O índice Dow Jones, mais ligado a empresas tradicionais, é o que mais cai, recuando 1,36%.

No mercado local, no entanto, as empresas de tecnologia seguem entre os piores desempenhos do dia, com as ações da Totvs (TOTS3) caindo 3,76% e liderando as quedas do Ibovespa. Já na maior alta do índice estão as ações da Eletrobras (ELET3/ELET6), que registram altas de 7,11% e 5,04%, respectivamente. De acordo com o Valor, o relator da proposta de privatização da companhia irá se encontrar com líderes da base do governo e com o presidente da Câmara, Arthur Lira, nesta terça.

IPCA e ata do Copom

No mercado local, investidores também repercutem o IPCA de abril, que ficou praticamente em linha com as expectativas, com alta mensal de 0,31%. No acumulado de 12 meses, o IPCA subiu de 6,10% para 6,76%, como esperado. O teto da meta de inflação para este ano é de 5,25%.

"O resultado vai em linha com a acomodação recente, mas não altera a previsão de o IPCA superando 7,5% no acumulado de 12 meses nas próximas divulgações", avaliam analistas da Exame Invest Pro.

Para controlar a inflação, investidores esperam que o Copom dê continuidade ao movimento de alta de juros iniciado ainda em março. Na ata da última reunião, divulgada nesta manhã, o Copom voltou a sinalizar que um novo ajuste de 0,75 ponto percentual poderá ser feito na próxima reunião, em junho.

"Levando em conta o cenário básico e o balanço de riscos, o Comitê avaliou que na próxima reunião seria adequado outro ajuste da mesma magnitude, caso não haja mudança nos condicionantes de inflação", diz a ata.

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