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Ibovespa sobe sustentado por Vale e bancos em dia de cautela no exterior

PUBLICADO EM: 18.5.21 | 11H35
ATUALIZAÇÃO: 18.5.21 | 16H17
Ações da Vale sobem quase 1% na esteira da apreciação do minério de ferro
B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

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Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

Repórteres da Exame



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Após operar em queda durante a manhã, o Ibovespa virou para alta nesta terça-feira, 18, acompanhando a alta nos papéis de Vale (VALE3) e dos grandes bancos e se distanciando do cenário externo de cautela. Às 16h13, o principal índice da B3 subia 0,27% para 123.266 pontos.

No mercado internacional, os principais índices operam mistos, com investidores mantendo a cautela sobre o risco de uma disparada da inflação americana. Isso porque, após começar o dia em queda, o rendimento dos títulos americanos de 10 anos - convencionado como o principal indicador das expectativas sobre a inflação americana - virou para alta.

O mercado repercute dados fracos sobre a construção de moradias nos Estados Unidos divulgados nesta terça. O número de início de construção de moradias caiu mais do que o esperado em abril, provavelmente pressionado pela alta nos preços dos materiais.

Com os temores de inflação voltando a ditar o ritmo dos negócios, os índices americanos S&P 500 e Dow Jones caem. O Nasdaq, que chegou a operar em alta se recuperando das últimas perdas, também virou para queda e recua 0,04%. 

Na bolsa brasileira as ações da Vale, com a maior participação do Ibovespa, voltam a ser negociadas no campo positivo, em alta em torno de 1,44%, com ajuda do minério de ferro, que subiu nesta madrugada na China. 

Entre os papéis com maior peso no Ibovespa, os dos grandes bancos também fazem sua parte, com destaque para as ações do Banco do Brasil (BBAS3), que avançam 1,42%. 

Na ponta negativa, as ações da EzTec (EZTC3) lideram as perdas do Ibovespa, caindo mais de 4,82%, após analistas do Credit Suisse terem rebaixado sua recomendação de compra para neutra. Logo atrás, as ações da Minerva (BEEF3) caem 3,46%, como resposta à suspensão por 30 dias de exportações de carne bovina na Argentina.

"A Athena, que é a divisão de América Latina da Minerva, tem cerca de 25% de sua receita vinda da Argentina", comenta Bruno Lima, analista-chefe da Exame Invest Pro. Por outro lado, ele pontua que o impacto de 30 dias não deve ser grande nas operações da empresa. "A Minerva consegue suprir a exportação por meio de outras plantas, como as do Uruguai e Paraguai." Suas concorrentes JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3) recuam mais de 2%.

Outro destaque do pregão são as ações da rede de farmácias Pague Menos (PGMN3), que disparam mais de 9% fora do Ibovespa, após a empresa anunciar a aquisição da ExtraFarma, que pertencia ao Grupo Ultra, por 600 milhões de reais. Na opinião de Pedro Serra, gerente de research da Ativa, a operação é positiva para ambas as empresas, ainda que o valor da venda tenha sido 40% do pago pelo Grupo Ultra em 2014.

"A expectativa é que a criação de sinergias possa fazer do business mais interessante para Pague Menos do que o mesmo fora para Ultrapar", afirma em nota. Segundo ele, a Ultrapar também deve se beneficiar da venda, "uma vez que a companhia cessará uma atividade onde vinha perdendo valor ao longo dos últimos anos e utilizará os recursos de modo a operar o mercado de óleo e gás de forma dedicada". As ações da Ultrapar (UGPA3) caem 0,88%.

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