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Ibovespa cai 1,5% e perde os 120 mil em meio à cautela antes de Powell

PUBLICADO EM: 26.8.21 | 10H33
ATUALIZAÇÃO: 26.8.21 | 16H16
PIB e pedidos de seguro desemprego dos Estados Unidos saem piores do que o esperado; Caged surpreende positivamente

Resumo do investidor

Às 16h15: - Ibovespa cai 1,47%, para 119.043 pontos; - Dólar comercial sobe 1,05%, a 5,266 reais; - EUA: Dow Jones recua 0,53%, S&P 500 cai 0,57% e Nasdaq tem queda de 0,64%.

Painel de cotações da B3 | Foto Germano Lüders/Exame

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

Repórteres da Exame



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O Ibovespa recua nesta quinta-feira, 26, acompanhando a cautela do mercado internacional, antes do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Jerome Powell, previsto para amanhã, no Simpósio de Jackson Hole. 

Às 16h15, o principal índice da B3 caía 1,47%, para 119.043 pontos. Investidores esperam que Powell dê mais detalhes sobre os planos do Fed de reduzir os estímulos mensais via compra de ativos.

Enquanto aguardam pelo banqueiro americano, o mercado digere dados da economia dos Estados Unidos, que saíram levemente abaixo do esperado. A segunda prévia do PIB do segundo trimestre foi revisada para cima, de 6,5% para 6,6%, mas abaixo do consenso de 6,7% de alta. Já os pedidos de seguro desemprego ficaram em 353.000, cerca de 3.000 pedidos acima das estimativas.

No mercado americano, o S&P 500 cai 0,57%, enquanto o Nasdaq e o Dow Jones recuam 0,64% e 0,53%, respectivamente. Na Europa, o Stoxx 600 fechou em queda de 0,32%.

Por aqui, os ativos locais registram leves perdas, após apresentarem forte recuperação nos últimos dois dias, com o alívio da percepção de risco fiscal, após declarações do presidente da Câmara, Arthur Lira. Após quatro pregões de queda, o dólar sobe 1,05%, sendo negociado a 5,26 reais.

O mercado doméstico também avalia dados do Caged referentes a julho, divulgados nesta manhã pelo Ministério do Trabalho. No mês, foram registrados 316.580 novos empregos com carteira assinada. O número superou as estimativas de 300.000. "O resultado foi positivo, denotando um processo contínuo de recuperação. O comércio foi destaque na divulgação, acompanhado por atividades administrativas e da indústria da transformação", diz Étore Sanchez - economista-chefe da Ativa Investimentos.

Destaques da bolsa

O setor de construção civil lidera as maiores quedas do Ibovespa, com Cyrela (CYRE3) caindo 5,14% e liderando as perdas, seguida por Iguatemi (IGTA3) recuando 4,88%. No radar, estão dados do Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), da Fundação Getúlio Vargas, que revelou alta de preços de 0,56% em julho, ficando em 17,05% no acumulado de 12 meses. Ambos os papéis também vinham de fortes altas, chegando a subir mais de 10% no acumulado das últimas duas sessões. EzTec (EZTC3) cai mais de 4%, enquanto JHSF (JHSF3) recua mais de 3%.

Entre as ações com maior participação no Ibovespa, a Vale (VALE3) recua 1,09%. Já a Petrobras (PETR3/PETR4), que conseguiu conter as perdas durante a manhã, também virou para queda e recua 0,53% e 0,72%, respectivamente, acompanhando a desvalorização do petróleo no exterior.

Na última noite, a estatal anunciou a venda da anunciou na última noite a venda da refinaria Isaac Sabbá (REMAN) por 189,5 milhões de dólares para a Ream Participações, dos sócios da Atem’s Distribuidora de Petróleo. A operação foi bem vista por Fernando Mollo, analista de ações do BTG Pactual Digital. "A monetização de refinarias sob seu guarda-chuva é importante para a Petrobras. O valor da venda, inclusive, foi maior do que o esperado".

Na ponta positiva do Ibovespa, as units do Banco Inter (BIDI11) lideram as altas, subindo 5,09%. Os papéis estiveram entre as piores performances dos últimos dois pregões, que marcaram a retomada do índice aos 120.000 pontos. Na vice-liderança, as ações da Lojas Americanas (LAME4) sobem 3,1%.

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