MERCADOS

Ibovespa vira para alta e retoma os 130 mil puxado por Vale e Itaú

PUBLICADO EM: 9.6.21 | 12H20
ATUALIZAÇÃO: 9.6.21 | 16H12
IPCA supera estimativas de mercado e bate 8% no acumulado de 12 meses; valorização do minério de ferro impulsiona mineradora e siderúrgicas

Resumo do investidor

Às 16h05: - Ibovespa avança 0,20% para 130.044 pontos - Dólar comercial sobe 0,55% e é negociado a 5,062 reais - EUA: Dow Jones tem queda de 0,20%, S&P 500 registra alta de 0,01% e Nasdaq avança 0,13%

B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

Painel de cotações da B3 | Foto: Germano Lüders/Exame

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Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

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Após passar os primeiros minutos do pregão desta quarta-feira, 9, em queda, o Ibovespa entrou no campo positivo e, às 14h45, subia 0,66% para 130.419 pontos. A alta é puxada pela valorização de duas das ações com maior participação no índice: Vale (VALE3) e Itaú (ITUB4), que sobem 2,6% e 1,65%, respectivamente. 

Os papéis da mineradora, assim como os de siderúrgicas, têm sido impulsionados pela apreciação do minério de ferro, que disparou mais de 5% na China nesta madrugada. Usiminas (USIM5) é destaque entre as siderúrgicas e sobe 2,61%. 

Já o Itaú é o único papel do setor bancário a avançar; Bradesco (BBDC3/BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11) operam em baixa dando continuidade ao movimento de correção no pregão da véspera.

No mercado de câmbio, o dólar opera em alta após uma sequência de desvalorizações que colocou a moeda próxima da marca simbólica de 5 reais. Às 14h45, o dólar avançava 0,55%, a 5,062 reais. Para Alejandro Ortiz, economista da Guide Investimentos, a mudança na direção do dólar nesta quarta-feira é "um movimento técnico de compra devido à forte desvalorização do dólar nas últimas semanas".

"A moeda caiu muito e já está se aproximando do patamar psicológico de 5 reais. Não há motivos para esperar mais desvalorização ainda, então os investidores estão aproveitando para comprar dólar."

Na terça-feira, o dólar à vista registrou variação negativa de 0,06%, a 5,0352 reais na venda, em seu menor patamar para encerramento desde 10 de junho de 2020 (4,9398 reais), acumulando queda de aproximadamente 3% contra o real no ano.

Entre os fatores que têm ajudado a moeda brasileira nas últimas semanas, vários especialistas apontam para a expectativa de juros domésticos mais altos, que foi reforçada nesta quarta-feira pelos sinais de aceleração da inflação.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, divulgado nesta manhã, ficou em 8,06% no acumulado de 12 meses, se distanciando ainda mais do teto da meta de inflação para este ano, de 5,25%. A expectativa era de que a inflação acumulada de maio ficasse em 7,93%. O dado reforça a pressão para que o Banco Central eleve a taxa de juros.

"O IPCA veio muito alto. vai começar a bater no juros mais forte. Essa discussão vai ter que começar no Brasil", disse André Perfeito, economista-chefe da Necton, em vídeo a clientes.

A elevação generalizada de preços também traz cautela aos mercados ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, investidores operam com cautela à espera dos números de inflação que serão divulgados amanhã. 

Na China, o índice de preços ao produtor subiu 9,0%, enquanto a expectativa era de 8,5%. O número foi o maior em mais de 12 anos e aumentou as preocupações sobre uma possível restrição de crédito no país.

Destaques

Na bolsa, as ações da exportadora Suzano (SUZB3) se beneficiam da alta do dólar e lideram os ganhos do índice, subindo 3,31%. Do mesmo setor, os papéis da Klabin (KLBN11) também registram alta e avançam 2,94%.

Outro destaque positivo da sessão são as ações da  GOL (GOLL4), que subiram mais de 5% na abertura do pregão após a empresa anunciar a compra da companhia aérea MAP por 28 milhões de reais, aumentando sua oferta de voos no Aeroporto de Congonhas, um dos mais disputados do país. Às 16h05 os papéis da aérea avançam 1,21%.

Já as ações da Azul (AZUL4), que chegou a prometer que seria uma das líderes do movimento de consolidação do setor, caem 1,67%. Enquanto sua concorrente comprou a MAP, ela estaria com as operações brasileiras da Latam na mira.

Ainda na ponta negativa, as ações de shoppings devolvem parte dos recentes ganhos conquistados com a perspectiva de reabertura econômica. Iguatemi (IGTA3) recua 3,52%, na maior baixa do dia, enquanto Multiplan (MULT3) tem baixa de 3,50%.

“Apesar das expectativas pelo reaquecimento da economia e pelo andamento da vacinação, as ações de construtoras e shoppings vão sendo pressionadas pelo aumento do IPCA, com o mercado repercutindo uma possível alta maior que as estimativas na taxa de juros básica”, afirmam, em nota, analistas da Ativa Investimentos.

O maior recuo, no entanto, fica com as ações do Magazine Luiza (MGLU3), que caem 3,75%.

Com Reuters

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