Ibovespa dispara quase 3% e quebra recorde acima dos 122 mil pontos | Exame Invest
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Ibovespa dispara quase 3% e quebra recorde acima dos 122 mil pontos

PUBLICADO EM: 7.1.21 | 10H07
ATUALIZAÇÃO: 7.1.21 | 18H29
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O Ibovespa subiu quase 3% nesta quinta-feira, 7, superando pela primeira vez na história a marca dos 122.000 pontos. A alta é puxada por ações de bancos e commodities, que avançam com o aumento do apetite a risco no exterior. O índice encerrou o dia em alta de 2,76% aos 122.385 pontos -- maior pontuação nominal de todos os tempos. O recorde anterior havia sido conquistado um ano antes, em 23 de janeiro, quando o Ibovespa alcançou os 119.527 pontos.

O Ibovespa operou durante todo o dia em linha com o mercado internacional, que repercute a aprovação de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos e a pondera também a fala de Donald Trump dizendo que irá fazer uma transição pacífica no próximo dia 20, para quando está marcada a posse do democrata.

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A declaração ocorreu após apoiadores de Trump invadirem o capitólio na véspera em tentativa de interromper a celebração. Investidores também seguem otimistas com a possibilidade de Biden conseguir emplacar pacotes de estímulos mais robustos, após o Partido Democrata conseguir as últimas duas vagas no Senado, garantindo a maioria nas duas casas legislativas.

No mercado internacional, as principais bolsas da Europa fecharam em alta, assim como os três principais índices americanos. O índice pan-europeu STOXX600 encerrou o dia em alta de 0,51%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones subiu 0,69%, enquanto o S&P500 e o índice de tecnologia Nasdaq registravam ganhos ainda mais robustos de 1,48% e 2,56% respectivamente, batendo novos recordes.

"Com a formalização da eleição de Biden e a definição da vitória democrata na Geórgia, o mercado retira essas preocupações do radar. A expectativa agora é por mais estímulos fiscais, o que favorece ativos como as commodities e também tem impacto positivo sobre os mercados emergentes", afirma Gustavo Bertotti, economista da Messem.

Os preços do petróleo, por exemplo, atingiram máxima de 11 meses nesta quinta-feira, com o mercado mantendo o foco na promessa de cortes de bombeamento pela Arábia Saudita e nos movimentos de alta nos mercados acionários. O petróleo Brent fechou em alta de 0,08 dólar, a 54,38 dólares por barril, após atingir a marca de 54,90 dólares, nível que não era visto desde a imposição dos primeiros lockdowns relacionados à Covid-19 no ocidente.


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No cenário local, o resultado da eficácia da vacina CoronaVac, de 78%, repercutiu positivamente na bolsa, impulsionando ações de varejo e shoppings centers. Porém, foram os papéis de companhias de commodities que figuram entre as maiores altas do Ibovespa, com o setor de siderurgia e papel e celulose. Na ponta do índice, as ações de Suzano e Bradespar subiram mais de 8%. A mineradora Vale também atingiu sua maior cotação, e encerrou o dia negociada a 102,32 reais. Confira os principais destaques de ações em detalhes aqui.

Apesar tom positivo das bolsas, no câmbio o ritmo é outro, com o índice Dxy, que mede a variação do dólar contra moedas desenvolvidas, sendo impulsionado pela desvalorização do euro, após a moeda subir por três pregões consecutivos. O dólar também se fortalece contra divisas emergentes. No Brasil, a moeda segue o cenário internacional e registrou sua quarta alta em cinco pregões.

"Essa alta do dólar faz parte do clima de tensão que vimos ontem nos Estados Unidos. Ainda que o dia esteja mais calmo, investidores estão montando alguma posição defensiva em dólar. Existe também um risco doméstico com a disputa política no plano de vacinação e a incerteza no campo fiscal", afirma Messem. A divisa americana encerrou o dia com valorização de 1,82%, negociada a 5,39 reais. É a maior valorização percentual diária desde 23 de setembro (+2,18%) e o maior patamar de encerramento desde 23 de novembro (5,4353 reais).


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