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Ibovespa fecha em alta com Fed mas ainda de olho no cenário fiscal

PUBLICADO EM: 24.2.21 | 9H39
ATUALIZAÇÃO: 24.2.21 | 18H34
Risco doméstico reduz os ganhos do índice e segurou a queda do dólar; Eletrobras avança com possibilidade de privatização
B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

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O Ibovespa subiu nesta quarta-feira, 24, acompanhando a alta das bolsas internacionais, que seguiram embaladas pelas declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Em encontro com parlamentares americanos, ele afastou a possibilidade de reduzir a política de estímulos, apesar dos sinais de inflação começarem a surgir nos Estados Unidos.

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O principal índice da bolsa brasileira avançou 0,38%, aos 115.667 pontos após trocar de sinal algumas vezes durante o pregão, chegando a 114.668,41 pontos na mínima e a 116.207,59 pontos na máxima.

O risco fiscal doméstico, com possível adiamento da votação da PEC Emergencial -- programada para esta quinta-feira, 25 -- reduziu os ganhos do Ibovespa. A aprovação da PEC deve permitir a extensão do auxílio emergencial sem comprometer o teto de gastos.

"Um possível adiamento da votação da PEC ou fatiamento da proposta continuam assustando o mercado, complicando o cenário fiscal", afirma Daniel Herrera, analista da Toro Investimentos.

A possibilidade de divisão do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para que ela trate apenas da liberação do auxílio emergencial tem sido ventilada por parlamentares que criticam a desvinculação de receitas da saúde e educação prevista no texto do relator Marcio Bittar (MDB-AC).

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou durante a tarde que a proposta não será fatiada.


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Destaques da bolsa

Na bolsa, as ações da Eletrobras (ELET3/ELET6) estiveram durante parte do pregão entre as maiores altas do Ibovespa, chegando a subir mais de 8% nos primeiros minutos de negociação, após a medida provisória sobre a privatização da companhia ter sido entregue ao CongressoAs ações continuaram em trajetória de alta e encerraram o dia subindo 3,46% e 4,94%, respectivamente. 

Os papéis da Braskem (BRKM5) lideraram as altas do Ibovespa, chegando subindo 10,14%. Segundo a Bloomberg, a empresa deve fechar um acordo nesta semana com o governo mexicano sobre um contrato de fornecimento de gás para o complexo Etileno XXI.

Com a temporada de balanços tomando forma, as ações da Gerdau (GGBR4) avançaram 5,48% e as da WEG (WEGE3) BKBR3) subiram 3,63%, após as empresas reportarem resultado do quarto trimestre nesta manhã.

No período, o lucro líquido da WEG teve crescimento anual de 48%, voltando a superar as estimativas do mercado. Já o lucro líquido da Gerdau se multiplicou por dez em relação ao mesmo período de 2019, chegando a 1,06 bilhão de reais.

Wall Street, inflação e dólar

Nos Estados Unidos, os principais indicadores encerraram o dia em terreno positivo. O Dow Jones subiu 1,35%, aos 31.961 pontos enquanto o S&P500 registrou ganhos de 1,13%, aos 3.925 pontos. Já o índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,99%, para 13.597 pontos.

As projeções do Fed são de que a inflação permanecerá igual ou abaixo da meta de 2% do banco central até 2023. "A economia está muito longe de nossas metas de emprego e inflação, e é provável que leve algum tempo para que progressos substanciais sejam alcançados", afirmou Powell. 

No cenário interno, a preocupação com a inflação também diminuiu após a divulgação, nesta manhã, do IPCA-15, que veio praticamente em linha com o esperado. Referente à primeira metade de fevereiro, o índice de preços do IBGE ficou em ficando em 0,48% no mês e em 4,57% no acumulado de 12 meses, levemente acima da expectativa de 4,55%.

O tom positivo também passa pelo mercado de câmbio, com a expectativa de manutenção dos estímulos sustentando a queda do dólar no mundo inteiro, inclusive contra o real. A divisa americana encerrou o dia em queda de 0,39%, a 5,42 reais.

 

 


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