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Ibovespa encosta em recorde histórico com impulso da Petrobras e fecha em alta

PUBLICADO EM: 5.1.21 | 9H31
ATUALIZAÇÃO: 5.1.21 | 18H19
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Guilherme Guilherme | Beatriz Quesada

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Em dia de forte oscilação, o Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira em alta e ficou a apenas 151 pontos de renovar sua máxima histórica. O índice operou em queda em parte do dia, chegando a ficar abaixo da marca dos 117.000 pontos na mínima. Porém, seguindo a forte alta das ações da Petrobras, o Ibovespa virou para alta e se aproximou do patamar necessário para renovar seu recorde nominal de 119.527 pontos, registrado em 23 de janeiro de 2020. O índice atingiu 119.790 pontos na máxima intradiária, mas perdeu força e encerrou o dia em alta de 0,44%, aos 119.376 pontos.

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"O sentimento de cautela com a nova onda da Covid-19 prevaleceu na parte da manhã, quando o Ibovespa afundou. Mas, ao longo da tarde, a bolsa disparou carregada pela Petrobras", afirma Pablo Spyer, diretor de operações da Mirae Asset.

As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) registraram ganhos acima dos 3% durante a tarde, acompanhando os preços do petróleo no exterior que sobem após apreensão de navio-tanque sul-coreano no Golfo Pérsico e com o acordo firmado entre membros da Opep e aliados para cortar a produção da commodity em fevereiro. A notícia fez os preços da commodity dispararem 5%. Acompanhe os principais destaques de ações em detalhes aqui.


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A variação nos preços do petróleo também afetou o câmbio. "Se o preço do petróleo dispara, o dólar cai porque os Estados Unidos são um país importador da commodity. Como resultado do movimento, as moedas do mundo inteiro se valorizaram frente ao dólar. O real fechou quase no zero a zero, mas isso acontece porque o Brasil tem seus imbróglios políticos particulares, como a questão fiscal", avalia Spyer.

A divisa americana encerrou o dia negociada a 5,26 reais, em desvalorização de 0,14%. O dólar oscilou entre alta de 1,62% durante a manhã, para 5,3553 reais, e queda de 0,32%, a 5,2532 reais, pouco antes das 15h30. Na véspera, a moeda americana teve a maior alta frente ao real desde setembro, subindo 1,55%.

No cenário macroeconômico, os investidores passaram o dia aguardando a eleição no estado americano da Geórgia. O pleito decide se o Senado dos Estados Unidos ficará sob controle dos democratas ou dos republicanos, o que pode influenciar no bloqueio ou no avanço da agenda do presidente eleito Joe Biden, que é democrata.

Com duas vagas em jogo, os republicanos precisam de apenas uma vitória para garantir a maioria, enquanto os democratas precisam de uma dobradinha. Caso isso ocorra, o Partido Democrata ficará com a presidência e com as duas casas legislativas, o que abriria o caminho para o presidente Joe Biden implementar sua agenda política de forma ampla.

Embora uma "onda azul", que seria o domínio total do Partido Democrata, represente uma maior chance de estímulos fiscais mais robustos, o que tenderia a enfraquecer o dólar, investidores estão divididos sobre qual seria o efeito desse resultado para a bolsa. Isso porque também aumentaria a possibilidade de maiores regulamentações em setores específicos e até impostos mais altos sobre empresas.

"A manutenção do Senado republicano seria positiva para as bolsas, porque os democratas são historicamente gastadores. E com eles nas três casas, não teria contrapartida para sua política expansionista", diz Bruno Musa, sócio da Aqcua Investimentos.

À espera da votação, os principais índices americanos fecharam em alta após terem desabado mais de 1% na véspera. O Dow Jones subiu 0,44%, o S&P500 avançou 0,71% e o Nasdaq apresentou ganhos de 0,95%.

No radar dos investidores também estão as possibilidades de novas medidas de restrições para conter os avanços da pandemia. O Reino Unido decretou ontem o terceiro lockdown desde o início da pandemia e medidas semelhantes foram tomadas na Alemanha hoje. Como resultado, as bolsas europeias tiveram um dia de queda, com o índice pan-europeu STOXX600 encerrando o pregão em baixa de 0,19%. O FTSE, do Reino Unido, foi o único índice a apresentar bom desempenho. O índice londrino foi impulsionado pelas gigantes petrolíferas Royal Dutch Shell e BP, que se também se beneficiaram do avanço nos preços do petróleo.


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