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Ibovespa chega os 129 mil com bancos e commodities em alta; B3 despenca

PUBLICADO EM: 2.6.21 | 10H59
ATUALIZAÇÃO: 2.6.21 | 16H24
Ritmo da produção industrial brasileira cai pelo terceiro mês consecutivo e vai contra as projeções de crescimento
Bolsa: Ibovespa avança e caminha para oitava alta em nove pregões

Painel da B3 | Foto: Germano Lüders/Exame

Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Guilherme Guilherme

Repórter de mercado | guilherme.guilherme@exame.com



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O Ibovespa se encaminha para um novo recorde nesta quarta-feira, 2, acompanhando a valorização das ações de commodities e dos grandes bancos com as perspectivas de retomada econômica. Às 16h10, o principal índice da B3 subia 0,86% para 129.366 pontos.

As commodities seguem em alta e ajudam a dar o tom positivo ao pregão. As principais representantes do setor, Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3/PETR4), avançam no dia. A mineradora opera em alta de 1,54%, enquanto a petroleira tem alta de 3,49% nas ações ordinárias (PETR3) e 2,02% nas preferenciais (PETR4).

Com as perspectivas de recuperação econômica, os bancos também registram fortes altas, recuperando parte do terreno perdido durante a pandemia e impulsionando o Ibovespa para cima. O setor representa, sozinho, quase 15% do índice.

O Itaú (ITUB4) tem a maior alta do grupo e avança 3,60%. Vale lembrar que o banco realizou hoje o encontro “Itaú Day” para discutir estratégias com investidores. Os co-presidentes do conselho de administração do banco, Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, afirmaram no evento que o Itaú precisa melhorar seu serviço ao cliente. 

Banco do Brasil (BBAS3) tem alta de 3,86%, enquanto Bradesco (BBDC3; BBDC4) avança 2,79% e 3,44%. Já as ações do Santander (SANB11) sobem 1,33%.

Por outro lado, as ações da B3 (B3SA3) pesam negativamente para o setor financeiro e para o Ibovespa, chegando a cair mais de 5%. A forte desvalorização ocorre após analistas do JPMorgan reduzirem a recomendação dos papéis de compra para neutra.

No mercado local, investidores também repercutem o resultado da produção industrial de abril, que saiu abaixo das expectativas. Divulgado hoje, o dado apresentou queda mensal de 1,3%, enquanto a expectativa era de de crescimento de 0,1%. Esta foi a terceira queda mensal consecutiva.

"Estes dados vêm se contrapor aos dados do PIB do primeiro trimestre divulgados ontem, e apontam que a recuperação econômica ainda é incipiente de certa forma", diz em nota André Perfeito, analista-chefe da Necton.

O período foi marcado pela retomada de medidas de isolamento para conter a segunda onda do coronavírus. Ainda que o resultado tenha sido pior que o de março, houve um forte crescimento de 34,7% em relação ao mesmo período do ano passado, que capturou o auge da crise econômica do coronavírus.

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Guilherme Guilherme

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