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Ibovespa oscila próximo da estabilidade enquanto mercado digere ata do Fed

PUBLICADO EM: 18.8.21 | 9H21
ATUALIZAÇÃO: 18.8.21 | 15H50
Documento mostra divisão dentro do Federal Reserve sobre momento ideal para retirada de estímulos
B3; Bolsa; Bovespa; Painel; Investimento; Ações

Foto de Beatriz Quesada da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Foto de Guilherme Guilherme da Editoria Exame Invest que escreveu o artigo
Beatriz Quesada | Guilherme Guilherme

Repórteres da Exame



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Em dia de forte volatilidade na bolsa, o Ibovespa apresenta leve alta na tarde desta quarta-feira, 18, enquanto investidores digerem a ata do Federal Reserve (Fed, banco central americano). Às 15h46, o principal índice da B3 subia 0,15% para 118.080 pontos.

O documento revela que cresceu o apoio entre membros do Fed para que se antecipe o início da retirada dos estímulos monetários mensais de 120 bilhões de dólares. Ainda assim, 60% acredita que o momento ideal para o processo, chamado de "tapering" seria o início do ano que vem, em janeiro.

"A ata estava bem direcionada para essa questão. O Fed está bem dividido sobre como reagir, o que foi bem em linha com o que seus membros vêm sendo discutido publicamente. No Simpósio de Jackson Hole, que reúne os maiores banqueiros centrais do mundo, eles devem apresentar mais detalhes sobre o tapering", diz Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.

"Alguns participantes expressaram preocupações de que a manutenção de condições financeiras altamente acomodatícias possa contribuir para um aumento do risco para o sistema financeiro [...]. Em contraste, alguns outros participantes sugeriram que os preparativos para reduzir o ritmo de compras de ativos devem abranger a possibilidade de que as reduções possam não ocorrer por algum tempo e destacaram os riscos que o aumento de casos covid-19 associados à propagação da variante Delta poderia causar atrasos no retorno ao trabalho e à escola e, portanto, prejudicam a recuperação econômica", diz a ata.

Nos Estados Unidos, as reações no mercado à ata do Fed foram apenas comedidas, com os principais índices de ações operando entre leves altas e baixas. O S&P 500 cai 0,26%, o Dow Jones, 0,35% e o Nasdaq sobe 0,07%. No câmbio, o dólar cai contra moedas desenvolvidas mas se fortalece frente às emergentes. No Brasil, o dólar avança 1,5% e é vendido a 5,348 reais.

“O mercado sofre com o movimento de aversão global ao risco, uma vez que investimentos em economias emergentes são mais arriscados. Isso pesa na conta do risco-Brasil e que pode se agravar diante de um cenário mais pessimista sobre a retomada econômica mundial”, afirma, em nota, Paloma Brum, analista de investimentos da Toro.

Destaques da bolsa

Na bolsa, as ações da Vale (VALE3) – que detém a maior participação no Ibovespa – caem 2,27%, exercendo a maior pressão negativa sobre o índice. O movimento acompanha a queda de 4,6% do minério de ferro no porto de Qingdao, para 153,39 dólares por tonelada. 

A commodity ampliou as perdas com um alerta da mineradora australiana BHP, que vê probabilidade crescente de “cortes severos” da produção de aço da China este ano. A indústria siderúrgica da China está sob pressão depois de prometer reduzir a produção este ano, uma meta que exige enormes cortes no segundo semestre para compensar a expansão da oferta no início de 2021.

Na ponta positiva do índice, os papéis da Braskem (BRKM5) disparam 6,46% após o BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da Exame) elevar o preço-alvo da ação de 63 reais para 71 reais. Os analistas destacaram, em relatório, que a Braskem oferece uma combinação de revisões positivas de lucros, potencial de expansão de múltiplo e dividendos atraentes no curto prazo.

Já as ações da JHSF (JHSF3) sobem 3,53% após a companhia anunciar um programa de recompra de ações na última noite. A empresa espera adquirir 28 milhões de ações até fevereiro de 2023. Com o papel cotado a 6,52 reais (fechamento do último pregão), a empresa terá que gastar cerca de 180 milhões de reais para recomprar a quantidade prevista de ações.

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